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Fujimori não recorrerá da extradição ao Peru, diz seu advogado

Arquivo Geral

21/09/2007 0h00

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori não recorrerá da decisão da Suprema Corte do Chile que aprovou hoje sua extradição ao Peru e, tadalafil portanto, this site pode voltar ao seu país nas próximas 24 horas.

Gabriel Zaliasnik, um dos advogados de defesa do ex-governante peruano, disse que Fujimori não recorrerá da sentença, minutos depois de o juiz Alberto Chaigneau, presidente da Vara que decidiu sobre o caso, ter anunciado o veredicto.

Zaliasnik disse que o ex-líder peruano (1990-2000) deu instruções para que acatasse qualquer decisão e que não apresentasse recursos que pudessem retardar o “cumprimento” da mesma.

Embora o veredicto de hoje seja definitivo e sem lugar para apelação, a legislação chilena permite que as partes recorram de aspectos formais do julgamento. Isso, apesar de não mudar o conteúdo, pode adiar o cumprimento da sentença.

A decisão anunciada pela 2ª Vara Penal do máximo tribunal chileno anulou o veredicto de primeira instância emitido em 11 de julho pelo juiz Orlando Álvarez, que havia rejeitado o pedido de extradição apresentado pelo Estado peruano. “Foi concedida a extradição”, disse aos jornalistas o juiz Alberto Chaigneau.

O ex-presidente foi extraditado por sete dos 13 casos dos quais era acusado. Em dois deles, relacionados a violações aos direitos humanos – os massacres cometidos em Barrios Altos e La Cantuta -, os juízes chilenos aprovaram sua extradição por unanimidade.

No primeiro, Fujimori é acusado de co-autoria no assassinato de 15 pessoas, entre elas uma criança de oito anos, e de cometer lesões graves em outros quatro indivíduos.

No caso de La Cantuta, Fujimori é acusado do assassinato e desaparecimento forçado de nove estudantes e de um professor da Universidade Enrique Guzmán y Valle, conhecida como La Cantuta, cujos corpos foram queimados e enterrados em duas valas clandestinas.

Os cinco casos de corrupção são os de crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa de funcionários, usurpação de funções e abuso de autoridade, além do caso “15 milhões”, de formação de quadrilha, peculato e falsidade ideológica.

Segundo Chaigneau, não foi difícil chegar a um acordo entre os juízes. “Foi muito longo, apenas isso”, afirmou.

Questionado sobre se teriam sido pressionados, respondeu: “Que pressões? Isso é não conhecer o Poder Judiciário”. “É só nos conhecer para perceber que não somos pressionados”, afirmou.

O passo seguinte após o veredicto é o “cumpra-se”, que deve ser emitido pelo juiz de primeira instância, Orlando Álvarez, o que pode ocorrer ainda hoje ou nos próximos dias, segundo fontes ligadas ao caso.

A decisão também deve ser notificada ao Governo e este, através da Chancelaria, informará ao embaixador do Peru em Santiago, Hugo Otero, da sentença.

Em paralelo, o secretário da Suprema Corte, Carlos Meneses, deve ir à casa do ex-presidente peruano para notificá-lo pessoalmente sobre a decisão.

A partir deste momento, Fujimori ficará na qualidade de detido pela Justiça chilena e será escoltado até a Escola de Gendarmaria, em Santiago, onde ficará até ser extraditado a Lima.

Após o anúncio do veredicto, a presidente chilena, Michelle Bachelet, se reuniu no Palácio de La Moneda com o chanceler Alejandro Foxley, o ministro da Justiça Carlos Maldonado e outras autoridades, a fim de analisar os passos seguintes para a entrega de Fujimori à Justiça peruana.

Fontes governamentais anteciparam que o dispositivo para retirar Fujimori do Chile não levará mais de 24 horas, já que ele será imediatamente enviado ao Peru.

O ex-presidente poderá ser levado ao país de duas formas: por um avião da Força Aérea do Chile ou uma aeronave enviada especialmente de Lima para sua extradição.

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