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Fujimori afirma que extradição é oportunidade de retornar ao Peru

Arquivo Geral

21/09/2007 0h00

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori disse hoje que sua extradição, advice decidida nesta sexta-feira pela Suprema Corte do Chile, pharmacy é uma oportunidade de retorno ao Peru, assim como de se reencontrar com seu povo.

Em sua primeira mensagem aos peruanos após a divulgação da decisão judicial, através de uma entrevista à “Radio Programas del Perú” (“RPP”), o ex-líder (1990-2000) lembrou que assim cumpriu seu plano.

“Meu plano foi passar por aqui (Chile) e reduzir substancialmente o número de acusações”, disse sobre a decisão tomada no Chile de reduzir em um terço os crimes pelos quais será julgado no Peru em relação aos contemplados no pedido de extradição, disse.

“Qualquer especialista pode dizer que chegaram aqui 12 casos por 40 crimes. Hoje, este número se reduziu à terça parte (…) Isso me dá a oportunidade de enfrentar o processo, pois as outras acusações ficam sem efeito”, acrescentou.

Ele acrescentou que conta com um escudo legal e confia em sua vitória judicial no Peru.

Fujimori antecipou que, em alguns dias ou horas, voltará ao seu país, o que coincide com a declaração de seu advogado no Chile, Gabriel Zaliasnik, que disse hoje que provavelmente o ex-presidente peruano será levado ao Peru nas próximas 24 horas.

Para o ex-governante, o cenário de voltar na qualidade de detido não era tão imprevisível, e disse ter certeza e segurança de poder enfrentar com os fatos os processos e inclusive sair com “honra” do caso.

O ex-presidente, que será julgado no Peru por dois crimes de lesa-humanidade e cinco de corrupção, reconheceu que voltar extraditado “é uma coisa que pode ser chocante”, mas que, para ele, “o que importa é sua consciência”.

Ao analisar sua atuação à frente do Estado peruano, afirmou que resolveu os problemas da pior época do Peru, que pareciam insolúveis.

“Dentro dessa complexa situação, certamente houve falhas grandes em meu Governo, mas agi da forma mais apropriada aos interesses do país”, disse Fujimori, referindo-se à crise econômica e à guerra interna que a nação enfrentava na época.

Além disso, defendeu o chefe do serviço de inteligência em seu mandato, Vladimiro Montesinos, preso desde 2001 por liderar a maior rede de corrupção da qual se tem memória no país.

“O serviço de inteligência foi criticado, mas na luta contra o terror, sua prática teve um papel preponderante para encontrar informação e fazer o acompanhamento dos terroristas”, disse.

“Eu admito que houve erros, mas acho que no próprio processo vai ser demonstrado que agi corretamente”, ressaltou Fujimori em sua entrevista à emissora de rádio, concedida da fazenda na qual cumpre prisão domiciliar, nos arredores de Santiago.

Sua entrevista à “RPP” foi a segunda que ele deu, após saber a decisão judicial chilena, já que antes falou com exclusividade para um veículo de comunicação japonês.

Atualizada às 16h20

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