Militantes de esquerda anti-Estados Unidos que apóiam a nacionalização de empresas na América do Sul se reuniram neste domingo, side effects this com os presidentes da Venezuela, generic Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, comemorando a chegada ao poder do novo líder equatoriano, Rafael Correa.
Os líderes de esquerda mais radicais do continente estavam ao lado do economista de 43 anos enquanto curandeiros indígenas faziam um ritual de purificação diante de milhares de camponeses e comerciantes vestidos de ponchos, na véspera da cerimônia formal de posse de Correa.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que esteve na Venezuela no sábado numa viagem para consolidar as relações com outros adversários de Washington, visitou a Nicarágua neste domingo e deve estar na posse no Equador na segunda-feira.
Correa, que corria por fora na disputa eleitoral sem apoio de nenhum partido, conquistou a presidência do Equador com promessas de desafiar o capitalismo liderado pelos Estados Unidos, numa campanha moldada à exemplo de seu "amigo" Hugo Chávez.
Desde sua eleição em novembro, o homem que será o oitavo presidente do Equador em apenas uma década mostrou laços de proximidade com Chávez.
O presidente venezuelano, acusado por Washington de minar a democracia tanto no Equador quanto na Bolívia, também escutou os conselhos de Correa e decidiu eliminar a autonomia do Banco Central em Caracas.
Por sua vez, Correa prometeu alterar contratos de energia com empresas privadas, enquanto Chávez amplia uma ofensiva de nacionalização contra grandes conglomerados internacionais do petróleo.
Evo Morales, primeiro indígena a se tornar presidente da Bolívia, cumpriu suas promessas de campanha e começou nacionalizando a indústria de gás do mais pobre país sul-americano.
Na semana passada, enquanto Chávez abriu nova frente contra a iniciativa privada, anunciando a nacionalização das telecomunicações e eletricidade, Morales também ampliou o alcance de suas reformas, prometendo medidas do gênero no setor da mineração.
Apesar da riqueza natural abundante e firme crescimento econômico, a América Latina continua a ter milhões de pobres que, anualmente, tentam imigrar para os Estados Unidos ou Europa em busca de trabalhos melhores.