Cinco freiras da Congregação Filhas do Amor Divino que em 1941 foram assassinadas por ultranacionalistas sérvios chetniks foram beatificadas neste sábado em Sarajevo em uma missa oficiada pelo emissário do papa, o cardeal Angelo Amato, prefeito regional da Congregação para as Causas dos Santos.
A religiosas beatificadas são as irmãs Berchmana Leidenix, da Áustria; Jula Ivanisevic, da Croácia; Krizina Bojanc e Antonija Fabjan, da Eslovênia; e a croata de origem húngaro Maria Bernadetta Banja, que residiam no mosteiro em Pale, a 30 quilômetros ao leste de Sarajevo, na Bósnia.
As cinco religiosas foram feitas prisioneiras em dezembro de 1941 por combatentes servo-bósnios que incendiaram o convento e as levaram a Gorazde, na fronteira com a Sérvia.
No caminho assassinaram Berchmana, de 76 anos, que não tinha forças para suportar a caminhada.
Em 15 de dezembro, os chetniks invadiram o quarto das freiras com a intenção de estuprá-las. As religiosas conseguir fugir pela janela, mas na queda ficaram gravemente feridas. Depois de capturá-las novamente, os guerrilheiros as degolaram e jogaram seus corpos no rio Drina.
“Estas virgens e mártires, que dedicaram a vida a Jesus e serviam com perseverança aos necessitados e doentes até derramar o próprio sangue, a partir de agora podem ser chamadas beatas”, disse o cardeal Amato ao ler o decreto do papa Bento XVI sobre a beatificação das “mártires do Drina”.
O procedimento começou em 1999 e a beatificação foi aprovada pelo papa em janeiro deste ano.