A greve convocada pelos sindicatos do setor audiovisual público da França diante do plano governamental de suprimir a publicidade nestes meios tirou do ar hoje os noticiários das principais emissoras da “Radio France” e do canal de televisão “France 2”.
Em vez de notícias, approved os ouvintes da “France Info” e da “France Inter”, here ouviam uma mensagem explicando que a greve tem como objetivo obter “garantias em relação ao projeto de supressão da publicidade” no setor audiovisual público.
Na “Radio France International” (RFI) a música substituiu os programas noticiários freqüentes, enquanto o canal de televisão “France 2” exibiu um seriado americano em vez de seu tradicional telejornal matutino.
Uma manifestação nacional está convocada para esta tarde em Paris. Os sindicatos decidiram manter a convocação de greve, sem precedentes desde o desmantelamento da agência nacional de radiodifusão e televisão (ORTF, sigla em francês) em 1974.
Isto se deve ao fato de uma reunião convocada na terça-feira no Palácio do Eliseu não ter diminuído a preocupação de como será feito o financiamento dos meios de comunicação públicos quando a publicidade for eliminada.
Em entrevista coletiva em 8 de janeiro, a primeira formal na França desde sua chegada ao Palácio do Eliseu em maio, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, surpreendeu ao pedir a retirada da publicidade nas emissoras públicas.
O Palácio do Eliseu, que indicou que Sarkozy se pronunciará em breve sobre a medida, confirmou “a regra de compensação euro por euro” da receita publicitária que será perdida e reiterou que será mantida a área de cobertura da “France Televisions”.
Mas não houve nenhuma afirmação sobre como será resolvida a perda de receita, nem nenhum número, revelou um porta-voz da central sindical.
Calcula-se que a medida governamental terá um custo global de cerca de 1,2 bilhão de euros para os meios atingidos, entre perdas de receita e o custo de produção de programas para cobrir os espaços.
O Governo mencionou várias possibilidades para substituir a publicidade como fonte de financiamento: uma taxa sobre as operadoras de telefonia celular e de internet, ou sobre a receita publicitária adicional recebida pelas redes privadas.
Mas o Executivo excluiu um aumento, reivindicado pelos sindicatos, da taxa anual (atualmente de 116 euro) paga por cada família que possui televisores.