A francesa de 45 anos, doctor Lydia Gouardo, é outra vítima de abuso sexual cometido pelo pai. Ela, ao contrário da austríaca Elisabeth Fritzl, nunca foi presa, mas o pai de criação a manteve junto a ele de 1971 até 1999, quando ele faleceu. Os dois tiveram seis filhos juntos.
O pai de criação de Lydia nunca foi punido pelo crime, mas a mãe de criação, Lucienne, foi condenada no dia 18 de abril a quatro anos de prisão pela conivência com o abuso do marido.
Lydia tinha oito anos quando a madrasta colocou suas pernas em água fervente, afim de punir a garota. A francesa sofreu queimaduras de terceiro grau e por isso teve que ficar de repouso em casa por 20 dias. Nessa ocasião, começaram as torturas e estupros do padrasto.
Ela tentou fugir várias vezes, a partir dos dez anos de idade, porém, a assistência social sempre a levava de volta para casa. Os agentes sociais nunca desconfiaram de nada. Nessas ocasiões Lydia era queimada com ácido Clorídrico e tem cicatrizes até hoje. Ela só se livrou das torturas e abusos depois da morte do pai.