Menu
Mundo

França volta a enfrentar problemas de transporte devido a greve

Arquivo Geral

21/11/2007 0h00

Os problemas para milhões de usuários do transporte público francês hoje foram quase idênticos aos registrados desde o começo da semana, viagra order apesar de ligeiras melhoras, clinic à espera de que nas próximas horas as empresas do setor abram negociações com os grevistas.

Nos ferrovias, a SNCF tinha programado para hoje 400 dos 700 trens de alta velocidade, 88 dos 300 de longo percurso e cerca de metade dos regionais. Mas continuam sem funcionar os trens Elipsos, que ligam Paris a Madri e Barcelona.

Para piorar as coisas, a companhia ferroviária denunciou “uma ação coordenada de sabotagem” nas redes de alta velocidade do Leste, Atlântico, Norte e Sudeste, “destinada a impedir a retomada observada do tráfego”.

A ação foi condenada pelo principal sindicato organizador da greve, a Confederação Geral do Trabalho (CGT).

No transporte metropolitano de Paris, a RATP informou que no começo da manhã a situação no metrô variava. Em metade da rede circulavam 25% dos trens normais. Algumas linhas operam com menos de 10% da capacidade, e só na 14, a automática, todos os serviços estão funcionando.

Os passageiros podem utilizar cerca de 75% dos bondes na região da capital e metade dos ônibus. Mas a situação ainda é muito difícil nos trens locais. A linha que conecta Paris com os dois aeroportos continua completamente paralisada.

No oitavo dia consecutivo de greve no transporte público terrestre, mais uma vez formaram dezenas de quilômetros de retenções em Paris e nos arredores, em conseqüência das centenas de milhares de pessoas que optaram pelo carro como alternativa de transporte.

O dia de hoje pode marcar uma trégua no protesto contra a reforma dos regimes especiais de previdência. A SNCF e a RATP podem abrir negociações, na presença de representantes do Governo.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, manteve ontem a sua determinação de promover a reforma. Ele afirmou que não haverá mudanças no ponto fundamental, o aumento do período de contribuição que dá direito a aposentadoria integral, de 37,5 anos para 40.

Sarkozy, no entanto, insistiu numa abertura, afirmando que há pontos negociáveis.

A presidente da SNCF, Anne-Marie Idrac, disse que não será radical nas conversas. Mas também não chegará a ser “irresponsável” até o ponto de “pôr em perigo” a empresa.

Já a presidente da patronal francesa Medef, Laurence Parisot, considerou a greve nos transportes uma “catástrofe” e um “terremoto” que terá um custo econômico “provavelmente gigantesco”.

Segundo uma enquete publicada hoje, 68% dos franceses consideram a greve injustificada e 69% querem que o Governo se mantenha firme.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado