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Mundo

França realiza novas prisões após atentado frustrado em Paris

Redação Jornal de Brasília

30/03/2026 6h56

bandeira da frança

Foto: Divulgação

Duas pessoas foram detidas na madrugada deste domingo (29) no âmbito da investigação sobre o atentado frustrado contra a sede do Bank of America em Paris, anunciou o serviço nacional antiterrorista da França (Pnat) à AFP.

Além disso, a custódia policial de um menor detido no sábado “foi prolongada”, acrescentou o Pnat. No total, três pessoas estão sob vigilância policial.

O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou que o caso tem “relação” com a guerra no Oriente Médio.

Neste domingo, Nuñez pediu às forças de segurança que redobrassem as “medidas de vigilância” em toda a França.

“O contexto inerente às operações israelenses e americanas no Irã e o nível de ameaça impõem” o “mais alto grau de atenção”, escreveu o ministro em um telegrama, ao qual a AFP teve acesso.

Na madurgada de sábado, a polícia francesa impediu um atentado em frente aos escritórios do Bank of America em Paris ao deter o menor, que se preparava para detonar um artefato explosivo, indicaram à AFP fontes próximas do caso.

Os fatos foram registrados por volta das 3h30 GMT (0h30 em Brasília), na rua Boétie, no centro-oeste de Paris, em frente aos escritórios do banco americano.

O dispositivo consistia em um recipiente transparente de 5 litros cheio de líquido e um sistema de ignição, segundo uma das fontes.

A carga útil incluía um rojão contendo aproximadamente 650 gramas de material explosivo, de acordo com os primeiros indícios.

O menor detido estava acompanhado por um segundo indivíduo, que conseguiu fugir. De acordo com uma fonte policial, o suspeito explicou que o outro homem o levou até o local em um veículo.

Também afirmou, segundo a mesma fonte, que foi recrutado através do aplicativo Snapchat para realizar esta ação em troca de 600 euros (pouco mais de R$ 3.600, na cotação atual).

Desde o início da guerra no Oriente Médio, o ministro do Interior tem aumentado os pedidos de máxima vigilância às forças de segurança para proteger os opositores iranianos, as sedes de seus associações comunitárias, lugares de culto judaicos e interesses americanos, todos identificados como possíveis alvos de atos terroristas.

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