“Peço às autoridades iranianas que respeitem a liberdade de expressão democrática dos cidadãos e dos partidos políticos iranianos, que respeitem a liberdade dos meios de comunicação e que libertem todas as pessoas injustamente detidas”, afirmou Kouchner, em comunicado.
O chefe da diplomacia francesa mostrou sua “profunda inquietação pelo agravamento da repressão” no Irã, que provocou “a morte de várias pessoas”.
“O recurso sem descanso à violência policial contra os manifestantes, o fechamento de jornais e de sites, os impedimentos ao trabalho dos correspondentes da imprensa internacional preocupam a comunidade internacional”, disse.
Kouchner afirmou que foram detidos “pelo menos” 15 responsáveis da oposição, jornalistas e defensores dos direitos humanos, um número “que continua se agravando”.
A reação do ministro francês ocorre após a repressão violenta de manifestações no Irã contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que causaram pelo menos oito mortos, até o momento.
Kouchner prestou “homenagem” aos opositores do país e lhes expressou o apoio de seu país, “fiel à tradição de solidariedade com os movimentos democráticos no mundo”.
Em particular, o ministro denunciou a detenção de Nushin Ebadi, irmã da vencedora do Prêmio Nobel da Paz, e mostrou sua inquietação pela situação de Emadeddin Baghi, presidente da associação de defesa dos direitos dos prisioneiros políticos no Irã.