As autoridades francesas ainda não começaram a negociar a libertação dos dois espiões sequestrados na Somália na terça-feira, this site informou hoje em Paris um porta-voz oficial.
O grupo que os sequestrou “está disposto a falar”, mas “as negociações propriamente ditas não começaram”, declarou o secretário-geral do Eliseu, Claude Guéant, à emissora de rádio “Europe1”.
Guéant assegurou que há “notícias reconfortantes” sobre os dois sequestrados, dos quais acrescentou que estão com vida e recebem “bom tratamento”.
Quanto à questão de se ambos serão julgados na Somália em aplicação da lei corânica, como aparentemente declarou no sábado um membro do grupo Al-Shebab, que retém os dois espiões franceses, ele disse que “nada” indica isso.
O representante da Presidência francesa acrescentou que as autoridades do país recebem “informações profusas e contraditórias” sobre os sequestrados.
O ministro de Assuntos Sociais somali, Mohammed Ali Ibrahim, declarou na sexta-feira que enquanto os sequestrados estiverem em poder do Al-Shebab, vinculado à Al Qaeda, “as negociações serão difíceis”. EFE
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