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França não aceitará <i>respostas imprecisas</i> sobre programa nuclear do Irã

Arquivo Geral

13/02/2008 0h00

O Ministério de Exteriores da França expressou hoje sua confiança na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), see mas advertiu que não se conformará com respostas incompletas e imprecisas acerca do programa nuclear iraniano.

O dossiê do programa nuclear do Irã centrará a reunião que ocorrerá amanhã, em Paris, entre o diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, e o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner.

Nos últimos dias, a imprensa francesa vem indicando, com base em fontes oficiais anônimas, que a França, assim como outros países ocidentais, considera ElBaradei muito conciliador, e teme que o relatório que publicará em breve enfraqueça as pressões para combater as ambições atômicas do Irã.

O diretor-geral da AIEA nos leva por um caminho que não é bom, diz uma fonte do Palácio do Eliseu, segundo noticiou hoje o jornal Le Figaro.

Perguntada a esse respeito, a porta-voz francesa de Exteriores, Pascale Andréani, disse que o trabalho da AIEA é muito difícil.

Não podemos no conformar com respostas que não sejam completas e precisas a todas as questões sobre as quais a AIEA deve fazer seu relatório, advertiu a funcionário, garantindo que o país confia na Agência.

Por outro lado, o Le Figaro indica que a França teme que o Irã esteja em condições de ter acesso a armas nucleares até o fim deste ano.

As autoridades francesas nunca deram indicações sobre tal calendário, disse a porta-voz de Exteriores, ao ser perguntada sobre este ponto concreto.

Nossas preocupações sobre o programa nuclear iraniano seguem intactas. O Irã busca controlar a tecnologia do enriquecimento de urânio, que não tem nenhuma justificativa civil nesse país, afirmou Andréani.

Ela lembrou que o Irã já tem 3 mil centrífugas (para o enriquecimento de urânio), quando não tinha praticamente nenhuma em janeiro de 2007.

A comunidade internacional não confia nos objetivos de Teerã, e por isso o Conselho de Segurança exigiu ao país que suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, recalcou.

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