O Ministério de Exteriores da França expressou hoje sua confiança na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), see mas advertiu que não se conformará com respostas incompletas e imprecisas acerca do programa nuclear iraniano.
O dossiê do programa nuclear do Irã centrará a reunião que ocorrerá amanhã, em Paris, entre o diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, e o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner.
Nos últimos dias, a imprensa francesa vem indicando, com base em fontes oficiais anônimas, que a França, assim como outros países ocidentais, considera ElBaradei muito conciliador, e teme que o relatório que publicará em breve enfraqueça as pressões para combater as ambições atômicas do Irã.
O diretor-geral da AIEA nos leva por um caminho que não é bom, diz uma fonte do Palácio do Eliseu, segundo noticiou hoje o jornal Le Figaro.
Perguntada a esse respeito, a porta-voz francesa de Exteriores, Pascale Andréani, disse que o trabalho da AIEA é muito difícil.
Não podemos no conformar com respostas que não sejam completas e precisas a todas as questões sobre as quais a AIEA deve fazer seu relatório, advertiu a funcionário, garantindo que o país confia na Agência.
Por outro lado, o Le Figaro indica que a França teme que o Irã esteja em condições de ter acesso a armas nucleares até o fim deste ano.
As autoridades francesas nunca deram indicações sobre tal calendário, disse a porta-voz de Exteriores, ao ser perguntada sobre este ponto concreto.
Nossas preocupações sobre o programa nuclear iraniano seguem intactas. O Irã busca controlar a tecnologia do enriquecimento de urânio, que não tem nenhuma justificativa civil nesse país, afirmou Andréani.
Ela lembrou que o Irã já tem 3 mil centrífugas (para o enriquecimento de urânio), quando não tinha praticamente nenhuma em janeiro de 2007.
A comunidade internacional não confia nos objetivos de Teerã, e por isso o Conselho de Segurança exigiu ao país que suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, recalcou.