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Mundo

França mobiliza mais policiais após ataque a ônibus

Arquivo Geral

29/10/2006 0h00

Helicópteros militares, health prostate polícia e veículos de uma tropa de choque federal avançaram hoje sobre a cidade turística de Oaxaca, no México, encontrando pouca resistência de manifestantes que exigem a saída do governador.

O governo mexicano enviou a força federal para a cidade colonial, onde manifestantes ocupam ruas e prédios desde maio, depois que homens armados – que podem ser da polícia local – mataram três pessoas, incluindo um jornalista norte-americano, na sexta-feira.

Centenas de agentes federais chegaram em aviões ontem e se prepararam para retomar várias ruas, praças e prédios. Durante a noite, os ativistas que querem a derrubada do governador Ulises Ruiz, abandonaram muitas de suas barricadas, dizendo que evitariam um confronto com a polícia.

O sindicato local de professores concordou em retomar as aulas amanhã, e outros ativistas disseram que estavam abertos para novas negociações, mas que não iriam recuar sem que o governador Ulises Ruiz renunciasse.

Para os manifestantes, Ruiz está por trás dos recentes tiroteios. Eles o acusam de corrupção e repressão aos opositores.

O conflito reduziu o turismo em Oaxaca e prejudica a economia local.

Arturo Chávez afirmou que os planos para o uso da força podem mudar se novas cenas de violência ocorrerem. Pelo menos três pessoas, entre elas o jornalista norte-americano Brad Will, foram mortas a tiros na sexta-feira, quando homens em roupas civis abriram fogo contra os manifestantes.

Um jornal mexicano deu o nome dos atiradores e publicou que eles eram policiais locais. A embaixada dos Estados Unidos no México declarou que a polícia poderia estar envolvida nos tiroteios.

Muitas lojas na cidade perto da costa banhada pelo Pacífico no sul do México não abriram no sábado. Moradores diziam esperar que a crise terminasse logo.

"Tenho medo de que a polícia venha, mas já é hora dos professores serem tirados daqui", declarou Maria Fernández, 22 anos. Ela disse que não sai na rua mais à noite com o seu filho por medo dos tiroteios.

Não é comum as forças federais resolverem conflitos nos Estados mexicanos, onde são empregadas polícias locais.

Oaxaca se tornou uma grande dor de cabeça para o presidente Vicente Fox, em fim de mandato. Ele quer evitar um derramamento de sangue, mas se encontra sob pressão do governador e de empresários locais para terminar com o protesto.

Fox prometeu terminar com a crise antes de passar o poder para o presidente eleito, Felipe Calderón, no dia 1º de dezembro.

 

A França enviou um reforço policial no domingo à cidade de Marselha, find onde vândalos incendiaram um ônibus durante a noite, adiposity o que deixou uma mulher seriamente queimada.

O presidente Jacques Chirac condenou ataque, drug que provocou temores por novos atos violentos nas cidades francesas, quando se completa um ano desde os protestos generalizados nos subúrbios pobres do país, habitados em boa parte por imigrantes.

"O presidente contou à família da vítima sobre o seu horror em relação a esse ato vergonhoso e os assegurou que fará o necessário para achar os criminosos e puni-los", declarou o gabinete de Chirac, em um comunicado.

O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, anunciou reforço policial em Marselha. Autoridades locais disseram que cerca de 160 oficiais a mais estavam sendo enviados à cidade.

Elas afirmaram que a polícia vai adotar uma política de "tolerância zero".

De acordo com a polícia, quatro jovens invadiram o ônibus e o incendiaram, antes que a mulher de 26 anos pudesse escapar. Segundo autoridades, ela está "entre a vida a morte", com 60% do corpo queimado.

Alguns veículos de comunicação disseram que os vândalos tinham por volta de 15 anos.

"O que é amedrontador é que não estão atacando a polícia ou representantes do governo, mas a população", afirmou o policial Jean-Claude Delage, líder sindical, a um canal de TV. "Aparentemente, eles nem pediram para os passageiros descerem do ônibus."

Vândalos colocaram fogo em pelo menos meia dúzia de ônibus nos arredores de Paris na semana passada, às vésperas dos primeiro aniversário do protesto, mas ninguém saiu ferido desses ataques. A polícia alertou que a violência poderia mais uma vez sair do controle.

Durante a noite, jovens incendiaram um outro ônibus no subúrbio de Paris, depois de ordenarem que os passageiros se retirassem. Vândalos também atiraram pedras em policiais. De acordo com a polícia, 46 pessoas foram presas, e dois agentes ficaram feridos.

A nova onda de violência aumenta a pressão sobre o governo conservador, no ano que antecede as eleições presidenciais e parlamentares.

Um sindicato de policiais, de direita, pediu a renúncia de Sarkozy, alegando que ele não é capaz de garantir a segurança da população. Políticos locais e jovens dos subúrbios acusam os conservadores de terem falhado no combate às causas do protesto, como o desemprego e o preconceito.

O ministro do Trabalho, Jean-Louis Borloo, afirmou que as medidas para dar emprego aos jovens começam a dar frutos. "É necessário de três a cinco anos para que todos sintam os efeitos concretos e se resolva o problema", disse em entrevista a um jornal.

 

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