O Governo da França lamentou a reação “um pouco brutal” aos protestos contra a reeleição do presidente do Irã, check Mahmoud Ahmadinejad, e pediu que as autoridades de Teerã e “a população civil” dialoguem.
A França “lamenta a reação um pouco brutal” das autoridades após os protestos de sábado e as detenções praticadas entre renomados membros da oposição, o que, segundo o ministro de Assuntos Exteriores Bernard Kouchner, “deixará marcas”.
As declarações do chefe da diplomacia francesa foram uma resposta à detenção de aproximadamente cem seguidores do candidato reformista iraniano Mir Hussein Moussavi após a reeleição de Ahmadinejad por 64% dos votos.
“Não há solução na brutalidade”, disse o ministro francês à imprensa quando saía de uma reunião em Paris com o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell.
Ontem, o Ministério de Assuntos Exteriores da França emitiu uma nota na qual dizia que registrava os resultados do pleito presidencial no Irã “tal como foram anunciados pelas autoridades iranianas”.
No comunicado, o Governo francês também constatava “a contestação” dos resultados “por dois dos candidatos”, e alertava: “Continuamos acompanhando a situação de perto”.