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França investiga supostas torturas contra participantes de flotilha para Gaza

Promotoria antiterrorista abriu investigação preliminar com base em denúncias de dois ativistas e mantém outro inquérito sobre supostos crimes de guerra relacionados a uma flotilha de 2026

Redação Jornal de Brasília

21/07/2026 12h10

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Foto: Josep Lago/AFP

A Promotoria Nacional Antiterrorista (PNAT) da França abriu uma investigação preliminar em 1º de julho por torturas, “após as denúncias de duas pessoas que participaram de uma flotilha rumo a Gaza em outubro de 2025”, informou o órgão à AFP nesta terça-feira (21).

As investigações foram confiadas ao Órgão Central de Combate aos Crimes contra a Humanidade (OCLCH), detalhou essa promotoria especializada, e o caso foi aberto “pelo crime de tortura segundo a Convenção de Nova York contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, de 10 de dezembro de 1984”.

A investigação preliminar foi iniciada em 1º de julho de 2026 “após as denúncias de duas pessoas que participaram de uma flotilha rumo a Gaza em outubro de 2025”, destacou a PNAT, que inclui uma seção especializada em crimes contra a humanidade.

A promotoria mantém aberta outra investigação preliminar por torturas e crimes de guerra, desta vez relacionada com outra flotilha rumo a Gaza em maio de 2026.

As condenações internacionais se multiplicaram desde maio devido ao tratamento dispensado, no mar e em terra, aos 430 ativistas de diversos países dessa flotilha de caráter humanitário, destinada a romper o bloqueio de Gaza.

As autoridades militares e penitenciárias israelenses rejeitaram essas acusações.

A Itália abriu uma investigação semelhante, enquanto a Austrália anunciou uma apuração independente.

AFP

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