Os estrangeiros que desejarem obter nacionalidade francesa a partir de janeiro deverão realizar um exame e entregar um certificado que comprove um nível de proficiência em língua francesa suficiente para o dia a dia.
O Ministério do Interior da França publicou nesta quarta-feira no Boletim Oficial do Estado a notícia de que o método de avaliação atual – uma entrevista com um agente da prefeitura – será modificado.
A partir do ano que vem, o estrangeiro deve mostrar seu conhecimento da língua e um diploma ou certificado de um organismo reconhecido pelo Estado ou por um fornecedor autorizado.
Com esta mudança, o candidato deverá provar que possui um sólido conhecimento do francês, equivalente ao nível B1 do Marco Comum Europeu de Referência para as Línguas, correspondente ao alcançado quando se conclui a escolaridade obrigatória, informou nesta quarta-feira o jornal econômico “Les Echos”.
Cerca de 1 milhão de estrangeiros na França não falam francês, segundo estimativas do Ministério do Interior citadas pelo jornal. O governo vê nessa lacuna um “motivo de preocupação”, pois considera o domínio da língua como um fator de integração tanto social quanto econômica.
O governo destina anualmente 60 milhões de euros em programas para o aprendizado do francês e à integração social, mas o certificado em questão é de responsabilidade do candidato, aponta o jornal, que estima o preço do diploma entre 40 e 100 euros (entre R$ 97 e R$ 242), além dos 55 euros (R$ 133) cobrados para fazer o pedido de naturalização.