A França e a Síria concordaram hoje na necessidade de aproveitar “a atmosfera positiva” na agenda internacional para solucionar definitivamente o conflito do Oriente Médio.
Isso ficou refletido no comunicado oficial divulgado após a reunião mantida hoje nesta capital pelo presidente sírio, treat Bashar al-Assad, advice e o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, em visita oficial à região.
“As duas partes destacaram a importância de se beneficiar da atmosfera positiva no mundo e construir sobre ela para encontrar soluções, através do diálogo, para os problemas enfrentados pelo Oriente Médio”, afirma a declaração oficial.
Os dois países, segundo a declaração oficial, concordaram na necessidade de “acabar com os assentamentos israelenses nos territórios árabes ocupados e no estabelecimento de um Estado palestino como parte de uma paz justa e completa”.
Em entrevista coletiva que compartilhou com seu colega francês, o ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al-Mouallem, lamentou que não exista “um parceiro israelense” disposto a relançar o processo de paz na região.
Kouchner destacou a necessidade de conseguir uma solução completa para fechar o conflito do Oriente Médio e lembrou a posição de seu país: “Garantir a segurança de Israel em troca da formação e criação de um Estado palestino”.
Sobre a realização de uma conferência internacional para a paz no Oriente Médio, programada inicialmente para o fim do ano, em Moscou, Mouallem se mostrou cauteloso.
A Síria, disse seu ministro, “não participará de nenhuma conferência se não for bem preparada, ou seja, que Israel aceite os princípios da Conferência de Madri e as resoluções do Conselho de Segurança”.
Além disso, Mouallem disse que seu país daria as boas-vindas ao presidente americano, Barack Obama, se ele decidisse visitar este país.
O convite foi feito pela primeira vez no início deste mês pelo governante sírio, em entrevista à rede britânica “Sky News”, e Mouallem disse hoje que esse gesto significaria “uma mensagem de que há uma mudança real na Administração americana”.
Estados Unidos e Síria, um dos países que representa a “linha dura” no Oriente Médio, mantiveram relações distantes nos últimos anos, mas, ultimamente, há sinais que refletem os esforços das duas partes para aproximar posições.