A França assegurou hoje que deve ser o Irã o país a ratificar o acordo proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para enriquecer urânio iraniano fora de suas fronteiras, e que seria um “gesto útil” para “reduzir a tensão” criada pelo dossiê nuclear do país.
Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores francês assegurou hoje que o plano proposto ontem pelo diretor da AIEA, Mohamed ElBaradei, “reflete os pedidos de Estados Unidos, Rússia e França”, enquanto “o Irã ainda não deu uma resposta ao dispositivo previsto”.
A proposta da reunião de Viena prevê o envio, antes do final do ano, de 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido que o Irã tem na usina de Natanz – 80% de suas reservas, para a Rússia, onde novamente passaria por um processo de enriquecimento.
Posteriormente, o urânio seria enviado para a França para fabricar combustível.
Fontes diplomáticas iranianas mostraram reservas à participação da França no processo de fabricação do combustível nuclear.
Neste sentido, o porta-voz francês disse que “a França é parte ativa do acordo” desde o momento em que “foi solicitada para fabricar o combustível, dada sua experiência e competência industrial”.
A França “está disposta a participar da operação segundo os termos do projeto de acordo apresentado por Mohamed ElBaradei”, disse o porta-voz, que assinalou que, se o acordo for assinado, seriam iniciadas “conversas técnicas mais profundas” com a Rússia e com a AIEA.