O presidente francês Nicolas Sarkozy condenou hoje o “uso desproporcional da força” no ataque israelense ao comboio de navios que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e pediu que se esclareçam todas as circunstâncias do ataque.
Esta tragédia evidencia “a urgência do relançamento do processo de paz” no Oriente Médio, afirma o chefe do Estado francês em uma declaração divulgada pelo Palácio do Eliseu.
Sarkozy expressa sua comoção e condolências às famílias das vítimas das “trágicas consequências” da operação militar israelense contra a frota de seis navios que levavam ajuda humanitária a Gaza.
O Ministério de Assuntos Exteriores da França chamou hoje para consultas o embaixador de Israel em Paris, Daniel Shek, para pedir-lhe explicações sobre o ataque.
O diplomata foi convocado para uma reunião nesta mesma tarde, na sede do Ministério, declarou à imprensa um porta-voz da Chancelaria francesa.
Na ausência do chefe da diplomacia, Bernard Kouchner, que foi à cidade de Nice para participar da Cúpula África-França, foi o diretor de gabinete do ministro que comunicou “oficialmente” ao embaixador israelense sobre a reação do Governo francês ao ataque e “lhe pediu explicações”.
O porta-voz acrescentou que, segundo as últimas informações que dispõe, “não há vítimas francesas” no ataque.
Segundo a emissora israelense “Canal 10”, pelo menos 14 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque de uma unidade de elite do Exército israelense à “Frota da Liberdade”, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária a Gaza.
O Exército israelense reconhece em comunicado a morte de dez ativistas durante a tomada de controle das embarcações, que aconteceu nesta madrugada a cerca de 20 milhas da faixa palestina.