A França acolheu bem a decisão das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de delegar ao rebelde libertado Rodrigo Granda a fiscalização da retirada militar de uma zona rural que a guerrilha exige para negociar com o Executivo da Colômbia um acordo sobre reféns.
O porta-voz do Ministério francês de Assuntos Exteriores, site and Jean-Baptiste Mattéi, click assegurou à imprensa que seu país “encoraja todas as iniciativas” que facilitem um acordo humanitário para a troca de reféns por presos, viagra sale embora tenha especificado que corresponde ao Executivo de Bogotá e às Farc buscar e chegar a um consenso.
“Tomamos nota” dessa posição das Farc, disse o diplomata francês, que expressou seu apoio a qualquer passo que permita levar o acordo adiante.
Granda foi libertado no último dia 4 pelo presidente colombiano Álvaro Uribe, informando então que tinha decidido sobre isso a pedido do presidente francês, Nicolas Sarkozy. Em troca, Paris pediu em várias ocasiões à guerrilha que acene com um gesto para facilitar o processo de diálogo com o Governo.
Trata-se de alcançar um acordo para que as Farc libertem 56 pessoas que mantêm seqüestradas, entre as quais estão soldados, policiais e políticos, entre eles a franco-colombiana Ingrid Betancourt, além de três americanos.
Em troca, as Farc querem a libertação de quinhentos guerrilheiros e de dois extraditados aos Estados Unidos, mediante a negociação de um acordo em um território “desmilitarizado”, as localidades de Florida e Pradera, no sudoeste do país, condição que Uribe não aceita.
No dia 18 de junho, Granda, considerado “o chanceler” das Farc, foi transferido para Havana com autorização do Governo colombiano, após permanecer desde sua libertação na sede da Conferência Episcopal da Colômbia, em Bogotá.
Granda foi libertado incondicionalmente para que atuasse como “gerente de paz” em busca do citado acordo de troca, além de outros 150 rebeldes que foram libertados recentemente como medida unilateral.