Fracassou hoje uma nova tentativa de retomar as sessões da Assembléia Constituinte boliviana, remedy que está há três meses paralisada, e a presidente do órgão, a governista Silvia Lazarte, disse que não há condições de segurança para que esse fórum delibere em sua sede de Sucre.
Lazarte criticou as manifestações realizadas desde ontem à noite em Sucre – capital oficial, mas não efetiva, da Bolívia – para impedir que os constituintes retomassem hoje suas deliberações.
Grupos de manifestantes que reivindicam que o Governo e o Parlamento voltem de La Paz a Sucre protestaram em frente à Assembléia, cercaram o edifício e nas ruas detonaram cartuchos de dinamite e fogos de artifício, disseram vários membros constituintes à imprensa local.
“Não vamos ir embora desta cidade”, disse Lazarte em entrevista coletiva, apesar de a sessão de hoje ter sido convocada por ela para decidir a mudança da sede do fórum.
A Assembléia está paralisada desde 15 de agosto, quando os constituintes da assembléia do partido do presidente Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), se aliaram aos de La Paz para eliminar da agenda a exigência de Sucre de voltar a ser capital plena, com todos os poderes.
Em quinze meses de sessões, os constituintes não conseguiram decidir nenhum ponto da nova Carta Magna, com a qual Morales prometeu “voltar a fundar a Bolívia”, e em 14 de dezembro vence o prazo dado à Assembléia.
Lazarte, do MAS, disse que convocará uma reunião da mesa de direção para analisar a situação, após o novo fracasso para retomar as sessões.