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Mundo

Fracassa acordo sobre volta de Cuba à OEA; decisão passa a chanceleres

Arquivo Geral

02/06/2009 0h00


O Grupo de Trabalho da Organização dos Estados Americanos (OEA) que debatia os diferentes projetos para reverter o afastamento de Cuba do organismo fracassou ontem (1) em seu último esforço para alcançar um consenso e decidiu levar as minutas aos ministros das Relações Exteriores.

Isso significa que a 39ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos começará amanhã, viagra com toda probabilidade, nurse sem ter alcançado um acordo prévio sobre Cuba, e que serão os chanceleres os que terão que decidir o que fazer.

Fontes diplomáticas informaram que os embaixadores, que passaram o dia todo negociando, “chegaram ao limite”.

Com isso, o presidente do Conselho Permanente, Graeme Clark, decidiu colocar fim às deliberações do Grupo de Trabalho e passar os projetos de resolução ao Comitê Geral, que negocia todos os temas da Assembleia Geral que ficam pendentes.

Isto representa um retrocesso para as delegações dos 34 países-membros da OEA que estudavam à tarde dois projetos, um da Nicarágua, e outro, considerado o “mediador”, apoiado por 27 países, entre eles Brasil e México, já que, na última hora, voltaram a ter quatro minutas, o que complica o trabalho dos chanceleres.

A proposta que conta com o respaldo de 27 países quase foi aprovada por consenso, mas não pôde fechar o tema como queria, indicaram as fontes.

O texto deste grupo, acrescentaram, contém um parágrafo com quatro opções diferentes, mas as fontes não deram mais detalhes sobre a questão.

Por isso, Honduras e Estados Unidos – país que estudava apoiar a proposta – decidiram voltar às ideias iniciais, acrescentaram.

Soma-se a isso a Nicarágua, apoiada pela Venezuela, que não quis ceder em sua posição, já que ambos os países consideram que a OEA não pode impor condição a Cuba porque se trata de corrigir um erro histórico.

Os EUA, apesar de apoiarem o levantamento da suspensão, não querem aprovar nenhuma resolução que não inclua uma referência às cartas e instrumentos democráticos e de direitos humanos da OEA.

A Comissão Geral agora terá que negociar os textos, mas serão as instâncias superiores, os chanceleres em consulta com os presidentes, que tomarão a decisão definitiva, como é lógico tratando-se de um tema tão delicado, disseram as fontes.

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