O Instituto Nacional Oceanográfico da Armada (Inocar) do Equador descartou hoje que as fortes e sucessivas ondas no litoral do país estejam relacionadas com o tremor de terra no Peru de 8 graus na escala Richter na última quarta-feira.
O técnico da Inocar Giorgio De la Torre disse à emissora de televisão “Ecuavisa” que as fortes ondas são comuns nesta época do ano e se deve aos fortes ventos no litoral, viagra sale que aumentam nesta temporada.
Giorgio explicou que a atividade sísmica do Peru, seus efeitos e sua energia não são tão longos como para ter efeitos de réplica depois de 48 horas.
O especialista disse que para detectar e alertar sobre estes fenômenos, os técnicos contam com os mecanismos adequados, embora muitos aldeões equatorianos tenham declarado que não contam com a informação adequada sobre processos de evacuação ou as ações que deveriam ser feitas em caso de emergência.
O técnico do Inocar disse que o Equador faz parte do Sistema de Alarmes do Pacífico.
O cientista Marcelo Moncayo comemorou o fato que o Equador, através do Inocar, tenha implementado um sistema de alarme em caso de tsunami, mas considerou que é necessário implementar a curto prazo um plano de contingência para o litoral que seja complementado com ações diretas para a comunidade.
Moncayo foi um dos cientistas que elaborou um relatório na Universidade de Tóquio no início do ano 2000, quando foi determinado que desde o ano 1500, a cada 100 anos, a região do Pacífico demonstra uma atividade sísmica mais ativa.
De acordo com o pesquisador, o Equador não está preparado, no que se refere ao seu litoral, para enfrentar uma emergência causada por um tsunami.
O diretor da Defesa Civil equatoriana, Carlos Basco, disse que o Governo apronta um sistema nacional de alerta antecipado para catástrofes naturais, com um custo de US$ 6,5 milhões, dos quais US$ 5 milhões provêm do Banco Interamericano de Desenvolvimento e US$ 1,5 milhão de fundos próprios.