O fornecimento de energia foi restabelecido hoje em mais de 48 mil casas afetadas pelas inundações na Inglaterra, salve mas milhares continuam sem água corrente, search embora não exista o risco de infecção, informou a Polícia.
Em entrevista coletiva, o comissário-chefe da Polícia do condado de Gloucestershire (oeste), Tim Brain, afirmou hoje que os serviços de emergência conseguiram reparar uma subestação elétrica da região atingida pelas enchentes.
A energia foi restabelecida graças ao esforço “sobre-humano” dos serviços de emergência britânicos, ressaltou Brain, mas as tarefas de ajuda à população continuam, pois há problemas com o fornecimento de água.
Pelo menos 350 mil pessoas estão sem água corrente. A Polícia informou que o Exército está distribuindo três milhões de garrafas de água por dia e possui 490 caminhões-cisternas com água para atender às necessidades da população.
Diante desta situação, Brain pediu à população que aja com “bom senso” e economize. “Todas as organizações trabalham muito duro para que o país volte à normalidade”, afirmou o comissário, comentando as piores inundações registradas na Inglaterra em 60 anos.
Brain informou que vários caminhões-pipa que distribuem água à população tinham sido danificados deliberadamente. “Dada a pressão dos últimos quatro dias, seria surpreendente que as pessoas não se sentissem frustradas. Se recebermos informações de crimes e distúrbios, tomaremos as medidas necessárias”, acrescentou.
Segundo fontes da companhia de água Severn Trent, o fornecimento de água corrente será completamente restabelecido no prazo de 7 a 14 dias. O chamado Comitê Cobra do Governo, que costuma ser convocado em casos de emergência e é composto pelos principais ministros, se reuniu outra vez hoje para analisar as enchentes que desde sexta-feira castigam vastas regiões da Inglaterra.
O ministro do Meio Ambiente britânico, Hilary Benn, fará esta tarde uma declaração parlamentar para comentar a situação. A Agência do Meio Ambiente advertiu hoje que há sete alertas de inundações nestas áreas, e o Serviço Meteorológico antecipou que haverá mais chuvas.
Dos sete alertas, três correspondem ao rio Severn; dois ao Tâmisa; um ao Great Ouse, em Bedfordshire (centro), e um ao Ock, em Oxfordshire (centro-sul). Segundo a agência, a previsão de mais chuvas pode agravar uma situação que já está crítica.
Na sexta-feira, choveu em uma hora o equivalente a um mês, situação que deixou milhares de famílias sem água potável e energia elétrica. Em Oxfordshire, cerca de 1.500 pessoas tiveram que ser levadas nos últimos dias ao estádio de futebol do clube Oxford United, e 35 povoados em Warwickshire estão inundados.
A intensidade do temporal provocou um deslocamento em massa dos serviços de emergência e das Forças Armadas britânicas, que tiveram que realizar dezenas de operações de resgate. As inundações podem acarretar também um enorme custo para as empresas seguradoras.
Uma porta-voz da Associação de Seguradoras Britânicas afirmou hoje que o aumento das chuvas ocorrido em junho e julho “podem representar perdas acima dos 2 bilhões de libras (cerca de 2,9 milhões de euros)”.