Segundo o diário, membros do corpo de elite expressaram seu mal-estar pela missão, que vinculam a um provável acordo entre o Governo britânico e o líbio em relação com a recente repatriação de Abdel Baset al Megrahi, condenado a prisão perpétua na Escócia pelo atentado de Lockerbie em 1988.
A libertação no mês passado de Megrahi pelo Executivo escocês por motivos humanitários, devido a seu estado de saúde, suscitou uma grande polêmica em Grã-Bretanha, onde a oposição acusou ao Governo do primeiro-ministro Gordon Brown de haver forçado a decisão para conseguir contrapartidas comerciais.
O próprio presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou esta semana a Brown sua “decepção” pela libertação do único acusado pela explosão em dezembro de 1988 do voo 103 da PanAm quando sobrevoava a localidade escocesa de Lockerbie na rota Londres / Nova York, que causou a morte a 270 pessoas.
Brown indicou que a decisão correspondia inteiramente ao Governo autônomo escocês, embora o ministro da Justiça, Jack Straw, admitiu que puderam influir interesses comerciais estratégicos.
Também existe outra polêmica com o Governo do país árabe por sua recusa a pagar uma indenização às famílias das vítimas do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA), ao que durante anos vendeu armas e explosivos para seus atentados.
Segundo o “Telegraph”, as SAS na Líbia criticam ter de treinar aos militares de um Estado que proporcionou armas a um grupo paramilitar que as utilizou contra o Exército britânico na Irlanda do Norte.
O jornal assinala que a revelação desta missão levantará ainda mais suspeitas sobre os tipos de acordo que têm os governos britânico e líbio.