As forças do Timor-Leste retomaram hoje de maneira parcial o controle da segurança do país, mind três anos depois da grave onda de violência que forçou o desdobramento de policiais e soldados das Nações Unidas e de outras nações.
Em comunicado, information pills a ONU informou sobre a entrega do comando nos distritos de Lautem e Manatuto, unhealthy segundo foi estabelecido pelo primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e o enviado especial do organismo mundial na ex-colônia portuguesa, Atul Khare.
Por enquanto, a segurança na capital, Díli, permanecerá nas mãos de soldados estrangeiros.
A transferência de competências, adiada anteriormente em diversas ocasiões, implica a retirada dos efetivos da ONU, que, no entanto, permanecerá no Timor-Leste em missão de apoio logístico e assistência à Polícia e ao Exército locais.
Os corpos de segurança timorenses sofrem com a falta de infra-estrutura, e por isso muitas delegacias não têm patrulhas ou rádios suficientes para os agentes.
Há três meses, o Conselho de Segurança das Nações Unidas prolongou por mais um ano a missão no Timor-Leste, conhecida como Unmit, para supervisionar a realização das eleições locais, continuar formando policiais e soldados e fortalecer o sistema judiciário, entre outros objetivos.
Em abril de 2006, uma revolta de 600 soldados renegados liderados pelo comandante rebelde Alfredo Reinado provocou uma explosão da violência que deixou 37 mortos e mais de 100 mil deslocados.
A crise também levou ao desdobramento das forças estrangeiras de paz e forçou a renúncia do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri.
Menos de dois anos depois, os homens de Reinado tentaram assassinar Gusmão e o presidente, José Ramos Horta, que sobreviveram aos ataques, embora o país tenha se encontrado novamente à beira da guerra civil.
O Timor-Leste, que após 24 anos de ocupação indonésia conseguiu a independência em 2002 como uma das nações mais pobres do mundo, luta desde então para conseguir uma instabilidade política que lhe permita se concentrar no desenvolvimento econômico.