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FMI prevê que economia brasileira se contrairá 1,3% em 2009

Arquivo Geral

13/05/2009 0h00


O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu hoje que a economia brasileira sofreria uma contração de 1, recipe 3% neste ano, web em comparação com o crescimento de 5,1% registrado em 2008.

De maneira geral, o Fundo afirmou que a economia da América Latina e do Caribe deve ter retração de cerca de 1,5% este ano, com taxas negativas também em Argentina, Equador, México e Venezuela.

Por outro lado, o relatório “Perspectivas econômicas: As Américas”, apresentado em Assunção pelo diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Nicolás Eyzaguirre, atribui crescimento zero ou moderado para os países da América Central.

Segundo o Fundo, a Venezuela registrará a queda mais acentuada, já que, após crescer 4,8% em 2008, experimentaria uma contração de 2,2%, enquanto o Equador, com uma taxa positiva de 5,3% no mesmo período, teria retração de 2%.

Por sua vez, Argentina fecharia 2009 com uma retração de 1,5%, depois de crescer 7% no ano passado,

A economia mexicana, que em 2008 cresceu 1,3%, teria contração de 3,7%, de acordo com o trabalho.

“A fase de expansão econômica se deteve subitamente e as perspectivas de crescimento pioraram consideravelmente”, acrescenta o relatório, que, no entanto, destaca que o fortalecimento da política econômica e dos balanços financeiros “amortecerá, em certa medida”, o impacto da crise global.

O Peru, que registrou a maior alta no ano anterior (9,8%), terminaria o ano com 3,5% de expansão; Uruguai (8,9%), com 1,3%; Bolívia (5,9%) fecharia com 2,2%; Paraguai (5,8%), com 0,5%; Chile (3,2%), com 0,1%, e Colômbia (2,5%), com 0%.

O país da América Central menos afetado pelo impacto da crise mundial é o Panamá, com um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3%, contra 9,2% em 2008.

O relatório do FMI analisa o impacto da crise dividindo a região em três segmentos: importadores líquidos de matéria-prima, exportadores destas com metas de inflação e em “outros exportadores de matérias-primas”.

De acordo com o texto, “as variações de preços das matérias-primas têm um impacto especialmente forte na receita fiscal de Chile, Equador, Peru e Venezuela”.

O relatório destaca que o crescimento da economia da América Latina se manteve “firme até o terceiro trimestre de 2008, mas se desacelerou rapidamente no final de ano à medida que se prolongava a crise financeira em toda a região”.


 

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