O Fundo Monetário Internacional (FMI) pode revisar “levemente” para baixo a previsão do crescimento econômico mundial para 2007, symptoms devido à recente crise nos mercados globais, cialis 40mg afirmou hoje o diretor-gerente da entidade, Rodrigo de Rato, durante uma entrevista coletiva em São Paulo.
“É possível que a previsão de crescimento seja revisada, mas não de forma dramática. Em alguns países estas revisões podem ser muito pequenas. De qualquer forma será o sexto ano consecutivo de crescimento”, declarou Rato.
Até o momento, o FMI projeta um aumento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial para 2007, número semelhante às projeções para 2008.
“O mercado se comportou de forma moderada nos últimos dois dias, mas temos que ficar atentos”, declarou. O diretor-gerente do FMI diz que ainda é cedo para medir a verdadeira dimensão da crise e suas conseqüências.
“Estamos conscientes de que os riscos aumentaram. Não seria surpreendente um certo efeito sobre o crescimento e sobre a valorização deste risco. Os mercados estão se ajustando” e passam por uma correção, afirmou.
Rato – que deixará o cargo em outubro – participa do “3º Congresso Internacional de Derivados e Mercado Financeiro”, que acontece até sábado em Campos do Jordão. Na próxima quinta, o diretor-gerente do FMI se reunirá com o presidente Lula em Brasília.
A crise financeira explodiu no final de julho após a situação crítica do mercado de hipotecas de alto risco (suprime) dos Estados Unidos que colocou em dúvida a solidez de algumas instituições financeiras americanas e da Europa.
A crise se espalhou pelas bolsas de valores de todo o mundo, que tiveram quedas generalizadas, em meio ao temor de que os problemas de liquidez do sistema internacional acabassem arrastando as economias emergentes.
A turbulência deu uma trégua após o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e bancos centrais de Europa, Japão e Austrália injetarem dinheiro em seus respectivos sistemas financeiros para que eles voltassem a apresentar liquidez.
“Os Bancos Centrais atuaram de forma decisiva e reforçaram sua credibilidade”, declarou Rato, que classificou estas iniciativas de “adequadas e eficientes”.
A volatilidade nos mercados globais foi reduzida nesta semana. A bolsa de Wall Street liderou uma recuperação moderada.
Um certo grau de incerteza sobre o impacto da crise na economia real e no crescimento econômico americano ainda persiste.
Para Rato, o quadro geral da economia real dos Estados Unidos continua positivo, apesar da crise no mercado de hipotecas de alto risco.
Ele acrescentou que as situações das empresas e do mercado de trabalho nos EUA continuam boas. Além disso, a projeção favorável da inflação facilita ações de política monetária.
A economia mundial mantém uma marcha “boa e firme”. No entanto, alguns países emergentes poderão sentir os efeitos da crise em maior ou menor grau e os agentes financeiros terão que avaliar melhor seus riscos, afirmou Rato.
Os economistas tentam explicar as causas deste momento de incerteza que, assim como em muitas outras crises na história, mostrou como a especulação financeira e o otimismo exacerbado sem bases sólidas podem ameaçar a economia real.
Rato citou o Brasil e a África do Sul como “bons exemplos” de países preparados, que “seguem firmes” em termos de “balança externa, inflação, perspectivas de crescimento e perfil de dívida”.