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FMI diz que Europa precisa de novo marco de regulação financeira

Arquivo Geral

10/06/2009 0h00

A União Europeia (UE) precisa de um novo mecanismo para regulamentar e supervisionar o sistema financeiro em nível comunitário, help e um acordo para compartilhar o custo de recuperar os bancos importantes, afirmou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).

“É urgentemente necessário estabelecer vigilância em nível europeu”, disse Marek Belka, o diretor do departamento da Europa do FMI, em artigo divulgado hoje no “Finanças e Desenvolvimento”, uma publicação da entidade.

Os membros da UE estão em meio a um debate sobre a futura supervisão financeira, no qual alguns países, como o Reino Unido, são reticentes em ceder poder a Bruxelas.

Belka disse que a solução é necessariamente “mais Europa” e menos divisões ao longo das fronteiras nacionais, já que o continente se comporta cada vez mais “como uma única economia”.

A Comissão Europeia (órgão executivo da UE) apoia a recomendação de um comitê presidido pelo ex-diretor-gerente do FMI Jacques de Larosière de criar dois novos órgãos para vigiar a estabilidade do sistema financeiro comunitário.

O diretor do FMI comentou que as propostas da Comissão Europeia são “um passo importante”, mas é necessário “muito mais”.

A UE deve melhorar seu desempenho ao recapitalizar os bancos, liquidar os que forem insolventes, reconhecer perdas e estimar a solidez de suas entidades financeiras, destacou o ex-premiê polonês.

Sem essas medidas, os programas de estímulo econômico aplicados pelos Governos “serão obstaculizados”.

No artigo, Belka alertou também que o déficit e a dívida de alguns dos membros da UE “subirão a níveis alarmantes”.

“As finanças públicas da Europa têm que melhorar rapidamente”, porque os mercados financeiros começarão a se fixar de novo no desempenho fiscal, após desaparecer a urgência da crise, enquanto se intensificará o envelhecimento da população e cairá o crescimento potencial do continente, afirmou.

O funcionário pediu aos Governos que definam metas de déficit a médio prazo “mais vinculativos” e sejam mais realistas ao elaborar suas previsões de crescimento

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    Arquivo Geral

    10/06/2009 0h00

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    “É urgentemente necessário estabelecer vigilância em nível europeu”, disse Marek Belka, o diretor do departamento da Europa do FMI, em artigo divulgado hoje no “Finanças e Desenvolvimento”, uma publicação da entidade.

    Os membros da UE estão em meio a um debate sobre a futura supervisão financeira, no qual alguns países, como o Reino Unido, são reticentes em ceder poder a Bruxelas.

    Belka disse que a solução é necessariamente “mais Europa” e menos divisões ao longo das fronteiras nacionais, já que o continente se comporta cada vez mais “como uma única economia”.

    A Comissão Europeia (órgão executivo da UE) apoia a recomendação de um comitê presidido pelo ex-diretor-gerente do FMI Jacques de Larosière de criar dois novos órgãos para vigiar a estabilidade do sistema financeiro comunitário.

    O diretor do FMI comentou que as propostas da Comissão Europeia são “um passo importante”, mas é necessário “muito mais”.

    A UE deve melhorar seu desempenho ao recapitalizar os bancos, liquidar os que forem insolventes, reconhecer perdas e estimar a solidez de suas entidades financeiras, destacou o ex-premiê polonês.

    Sem essas medidas, os programas de estímulo econômico aplicados pelos Governos “serão obstaculizados”.

    No artigo, Belka alertou também que o déficit e a dívida de alguns dos membros da UE “subirão a níveis alarmantes”.

    “As finanças públicas da Europa têm que melhorar rapidamente”, porque os mercados financeiros começarão a se fixar de novo no desempenho fiscal, após desaparecer a urgência da crise, enquanto se intensificará o envelhecimento da população e cairá o crescimento potencial do continente, afirmou.

    O funcionário pediu aos Governos que definam metas de déficit a médio prazo “mais vinculativos” e sejam mais realistas ao elaborar suas previsões de crescimento.

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