“O Governo da Espanha já tomou medidas fiscais de vulto até agora”, pilule disse em entrevista coletiva Ajai Chopra, medicine subdiretor do departamento para a Europa do FMI.
“Em nossa opinião, essas medidas são suficientes por enquanto”, acrescentou Chopra, levando em conta que as ações tomadas em 2008 e 2009 para reativar a economia espanhola equivalem a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O FMI manifestou preocupação com a estabilidade das finanças espanholas, em vista da rápida deterioração do balanço fiscal.
A Espanha passará de um superávit de mais de 2% do PIB em 2006 e 2007 para um déficit de 7,5% em 2009 e 2010, segundo a entidade.
De acordo com o Fundo, essa mudança drástica se deve à recessão e à diminuição da arrecadação tributária com o fim da bolha imobiliária, além das medidas de estímulo fiscal.
Chopra afirmou que, se o Executivo espanhol aprovar novas medidas de estímulo, deve vinculá-las “muito estreitamente” a um plano para resolver os “problemas estruturais” da economia espanhola.
O especialista do FMI mencionou em particular a necessidade de reformar os mercados de trabalho e de bens.
Dessas duas questões pendentes, o trabalho é a que mais está atrasada na Espanha, no julgamento do organismo.
De toda forma, o FMI prevê um período difícil para a economia espanhola, com uma recuperação lenta.