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Fitch: consumo real no Reino Unido deve seguir fraco em 2026 mesmo com alívio da inflação

O gasto real do consumidor britânico continuará a ficar atrás dos pares da zona do euro em 2026, diz a agência

Redação Jornal de Brasília

04/02/2026 8h52

Foto: AFP

O consumo real das famílias no Reino Unido deve seguir fraco em 2026, apesar da melhora do cenário de inflação, avalia a Fitch Ratings em comunicado. O gasto real do consumidor britânico continuará a ficar atrás dos pares da zona do euro em 2026, diz a agência, já que “as crescentes preocupações com as perspectivas de emprego manterão os consumidores cautelosos”.

A Fitch observa que o consumo real per capita no Reino Unido ficou estagnado e permanece abaixo do nível do fim de 2019, em contraste com países da zona do euro. Embora a forte imigração líquida tenha pressionado o indicador per capita, a agência ressalta que o consumo agregado também é mais fraco do que entre os pares da zona do euro. Como exemplo, a Fitch destaca que a Espanha teve crescimento populacional semelhante ao britânico, mas o consumo real agregado está 6,1% acima do nível do fim de 2019, ante apenas 1% no Reino Unido.

De acordo com a agência de classificação de risco, essa divergência “não parece refletir maior pessimismo do consumidor ou crescimento mais fraco da renda nominal”. A Fitch afirma que os índices de confiança do consumidor no Reino Unido e na Espanha se moveram de forma semelhante e que a renda disponível nominal subiu mais de 30% em ambos os países desde o fim de 2019

O principal fator de restrição ao consumo britânico, segundo a Fitch, foi o período mais prolongado de inflação elevada. A agência explica que o choque inflacionário pós-Covid durou mais no Reino Unido do que na Espanha, atrasando a recuperação da renda real disponível e deixando o crescimento do consumo “mais apagado”.

A Fitch projeta um cenário de inflação “mais benigno” neste ano e espera que o Banco da Inglaterra (BoE) faça três cortes de juros em 2026, levando a taxa a 3%. Ainda assim, alerta que “as preocupações das famílias com o enfraquecimento do mercado de trabalho devem compensar esses fatores positivos”, resultando em “mais um ano fraco para o consumo”.

Estadão Conteúdo.

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