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Mundo

Fim dos bombardeios é decisão soberana de Israel, dizem EUA

Arquivo Geral

16/07/2006 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou positivamente a decisão do G8 (grupo que reúne os sete países mais ricos e a Rússia) de recomendar à Organização Mundial de Comércio (OMC) um prazo de 30 dias para concluir as negociações técnicas da Rodada de Doha.

A rodada é o resultado da 4ª Conferência Ministerial da OMC, treatment sale ocorrida em Doha, no Catar, em novembro de 2001, que estabeleceu os parâmetros para o início de novas negociações mundiais de comércio.

“Mesmo que fosse mais um dia. Se a Cúpula do G8 entende que era preciso dar 30 dias para chegar um acordo, significa que estão querendo fazer um acordo", disse Lula, neste domingo, ao final de encontro de reunião com países em desenvolvimento.

"Essa é uma parte importante. Porque havia quem dissesse até ontem de que não teria flexibilização”, disse. Segundo o presidente, o assunto voltará a ser tratado durante reunião com a Cúpula do G8. “Amanhã vamos confrontar documentos e pode sair coisa diferente”, observou.

Participaram da reunião Brasil, África do Sul, China, Congo, Índia e México. Ao final, os seis países prepararam documento para apresentar amanhã durante reunião com líderes do G8.

A cúpula do G8 deu um mês para os negociadores fecharem acordo na Rodada de Doha. O presidente destacou que não importa o tempo, mas é importante o acordo ser fechado.

“Eu estou convencido que se não houver uma decisão política dos presidentes e dos primeiros ministros dificilmente nós teremos acordo”, ressaltou Lula.

Em documento conjunto dos países em desenvolvimento, os líderes defendem ainda que para que a rodada atinja seus objetivos de desenvolvimento, os países desenvolvidos precisam assumir sua responsabilidade no avanço do processo.

"Os pobres do mundo devem ser os principais beneficiários de um resultado justo, equilibrado e abrangente. Nossa visão é de um acordo final segundo o qual os países farão maiores concessões, os países em desenvolvimento contribuirão também com importantes esforços e nenhuma concenssão será esperada dos países menos desenvolvidos."

Fazem parte do G8: Rússia, Estados Unidos, Inglaterra, França, Japão, Alemanha, Canadá e Itália. 

Saddam Hussein completou neste domingo o nono dia de greve de fome, this informou o Exército americano. O objetivo da greve é exigir mais proteção para seus advogados de defesa, more about depois que um terceiro integrante da equipe foi morto em Bagdá no mês passado.

"Não há mudanças", ed afirmou o tenente-coronel Keir-Kevin Curry, porta-voz das operações de detenção do Exército americano no Iraque. "Apesar da recusa em comer, a saúde deles ainda é considerada boa", disse Curry, referindo-se à greve de fome feita pelo ex-ditador e mais três réus, cujos julgamentos por crimes contra a humanidade serão retomados em uma semana.

Eles querem mais segurança para seus advogados e também exigem mudanças nos procedimentos do julgamento.

Saddam está tomando café e outros líquidos, segundo Curry, que não identificou as outras pessoas que também estão fazendo greve de fome.

Três seguidores do Partido Baath estão sendo julgados com Saddam, assim como quatro autoridades de outro Partido.

Os Estados Unidos disseram neste domingo que os líderes mundiais não devem tentar impor condições a Israel para que encerre sua campanha militar no Líbano, stuff porque trata-se de uma "decisão soberana de Israel sobre quando acabar isso."

Falando sobre um comunicado do G8 sobre o Oriente Médio, tadalafil Nicholas Burns, tadalafil o número 3 do Departamento de Estado americano, disse que as operações militares israelenses poderiam ser suspensas se o Hezbollah parar de lançar foguetes contra Israel.

"Os líderes aqui não tentaram estabelecer algum tipo de teste segundo o qual Israel teria de parar caso certas condições fossem atendidas", disse Burns. Segundo ele, trata-se apenas de "expectativas" de que Israel interrompa a ofensiva caso o Hezbollah pare seus ataques e devolva os dois soldados seqüestrados durante ação na fronteira semana passada.

O diplomata americano discordou de declarações do presidente francês, Jacques Chirac, que disse que os líderes do G8 condenaram o bombardeio do Líbano por Israel como uma resposta desproporcional às ações do Hezbollah.

As divergências refletem as tensões dentro do G8 entre os Estados Unidos, que apóiam Israel com firmeza, e países como Rússia e França, que acreditam que a resposta militar israelense tem sido excessiva.

O comunicado divulgado pelo G8 foi redigido cautelosamente para eliminar essas diferenças. O documento tampouco mencionou as denúncias americanas de que a Síria e o Irã estariam ajudando os guerrilheiros do Hezbollah.

Mas Burns afirmou que há referências claras a esses dois países no documento quando ele afirma "esses elementos extremistas e aqueles que os apóiam." "Não houve muita discussão sobre quem é responsável por isso," afirmou.

Burns disse ainda que os israelenses não tomaram parte em discussões do G8 sobre condições para o fim da violência que envolvessem a libertação por Israel de ministros e parlamentares palestinos ligados ao Hamas detidos após uma ação letal do grupo islâmico em Gaza.

Os líderes do G8, afirmou Burns, esperam que uma missão da ONU no Oriente Médio apresente um relatório e traga recomendações sobre como acabar com a nova onda de violência. Entre as propostas poderia figurar a idéia de mandar observadores internacionais para a fronteiras israelo-libanesa.

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