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Mundo

Filipinas segue alerta diante do terceiro tufão em um mês

Arquivo Geral

23/10/2009 0h00

As autoridades das Filipinas continuam em estado de alerta diante da iminente chegada do tufão “Lupit”, que nas últimas horas mudou sua trajetória em várias ocasiões, segundo os meteorologistas.

O Serviço Nacional de Meteorologia indicou que o tufão “Lupit”, cuja força será menor que o das duas tempestades anteriores que causaram 934 mortos no país, se encontra a menos de 100 quilômetros do litoral da província de Cagayan, no noroeste da ilha de Luzon.

Ontem à noite, o serviço de meteorologia alertou em mensagem transmitida pela televisão, da chegada do tufão a esta província hoje de manhã, mas a tempestade voltou a desviar sua trajetória e segue sem chegar à costa.

“Após avançar lentamente nos dois últimos dias, acelerou em direção a costa e freou outra vez, o que pode atrasar sua chegada a terra entre um e três dias mais”, assegurou o responsável do serviço de meteorologia Nathaniel Cruz.

O “Lupit” se debilitou mas ainda leva ventos de 120 km/h com rajadas de até 150 km/h.

O Governo central e as administrações das províncias do norte mantêm em estado alerta equipes de resgate e preparada a infraestrutura de distribuição de ajuda de emergência.

As autoridades declararam o alerta em áreas litorâneas do nordeste de Luzon desde terça-feira passada e começaram a evacuar a centenas de pessoas, em resposta à ameaça do tufão “Lupit”.

Pelo menos 1.500 residentes na província de Cagayan foram evacuados, segundo as autoridades locais, e outros 1 mil deixaram suas casas por iniciativa própria.

A incidência da leptospirose, expandida através de água contaminada com urina de ratos, cachorros e outros animais, causou a morte a 148 pessoas em Manila e arredores pelas inundações causadas pelos dois tufões anteriores.

“Parma”, que durante 10 dias tocou terra até três vezes na metade norte de Luzon, causou 465 mortos e deixou 34 pessoas desaparecidas.

Além disso, afetou 4,1 milhões de pessoas, das que cerca de 32 mil continuam em centros de amparo.

“Ketsana”, que inundou cerca de 80% de Manila, a capital, deixou um rastro de 464 mortos e 37 desaparecidos.

Vários especialistas identificaram a favelização descontrolada como o principal fator destes desastres naturais que afetam Filipinas, onde ficam em evidência o péssimo estado das infraestruturas, assim como a falta de preparação e meios dos que dispõe as autoridades para responder às emergências.

Entre 15 e 20 tufões e uma série de temporais e sistemas de baixa pressão costumam passar todos os anos pelas Filipinas durante a estação chuvosa, que vai de junho a dezembro.

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