O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, page que hoje cumpre o primeiro dia de detenção no Peru, “foi e é uma opção presidencial” no país, afirmou sua filha, a congressista Keiko Sofía, em entrevista ao jornal “El Mercurio”.
“Vejo com otimismo o futuro porque a presença de Alberto Fujimori no Peru será fundamental: dará muita força e vitalidade ao fujimorismo”, acrescentou a filha do ex-presidente, que está grávida de seis meses.
No entanto, Keiko reconheceu que a decisão judicial chilena não a deixou conformada, pois esperava que o pai fosse declarado inocente.
Mesmo assim, a congressista está decidida a liderar a briga para conseguir que Fujimori seja julgado em liberdade e evitar qualquer “show” midiático.
“Vamos pedir que meu pai seja processado em liberdade, ou seja, que ele possa ter liberdade o tempo todo e quando tiver que depor comparecerá nos tribunais de Justiça”, acrescentou Keiko, que em várias oportunidades visitou o pai no Chile.
A congressista lembrou que fez um apelo ao Governo do atual presidente Alan García para que seu pai tenha um processo e tratamento justos.
“Nós nos encarregaremos que isso não ocorra. Estaremos muito alertas”, disse Keiko em resposta à possibilidade de que a imagem do pai seja afetada por ele ser mostrado preso ou algemado.
Keiko concordou com Alberto Fujimori que a decisão de passar pelo Chile foi positiva, “porque, de todas as dezenas de processos inventados, finalmente terá que esclarecer sete deles e isso é positivo”, afirmou a parlamentar peruana.
Em relação à possibilidade de Fujimori se candidatar às eleições presidenciais de 2011, a congressista comentou que “primeiro é preciso esclarecer o panorama legal, mas, politicamente falando, Fujimori tem milhares de seguidores”.
“Foi e ainda é uma opção presidencial”, assegurou Keiko, segundo a qual, embora tenha recebido com serenidade a decisão judicial, “como filha é doloroso” que a Justiça chilena não tenha ratificado a determinação do juiz chileno Orlando Álvarez, que negou a extradição de Fujimori.
Após a decisão definitiva da Suprema Corte chilena, o ex-presidente será processado em seu país por dois casos de violações aos direitos humanos e cinco crimes de corrupção.