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Filha de Fujimori diz que o pai sempre será uma opção presidencial no Peru

Arquivo Geral

23/09/2007 0h00

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, page que hoje cumpre o primeiro dia de detenção no Peru, “foi e é uma opção presidencial” no país, afirmou sua filha, a congressista Keiko Sofía, em entrevista ao jornal “El Mercurio”.

“Vejo com otimismo o futuro porque a presença de Alberto Fujimori no Peru será fundamental: dará muita força e vitalidade ao fujimorismo”, acrescentou a filha do ex-presidente, que está grávida de seis meses.

No entanto, Keiko reconheceu que a decisão judicial chilena não a deixou conformada, pois esperava que o pai fosse declarado inocente.

Mesmo assim, a congressista está decidida a liderar a briga para conseguir que Fujimori seja julgado em liberdade e evitar qualquer “show” midiático.

“Vamos pedir que meu pai seja processado em liberdade, ou seja, que ele possa ter liberdade o tempo todo e quando tiver que depor comparecerá nos tribunais de Justiça”, acrescentou Keiko, que em várias oportunidades visitou o pai no Chile.

A congressista lembrou que fez um apelo ao Governo do atual presidente Alan García para que seu pai tenha um processo e tratamento justos.

“Nós nos encarregaremos que isso não ocorra. Estaremos muito alertas”, disse Keiko em resposta à possibilidade de que a imagem do pai seja afetada por ele ser mostrado preso ou algemado.

Keiko concordou com Alberto Fujimori que a decisão de passar pelo Chile foi positiva, “porque, de todas as dezenas de processos inventados, finalmente terá que esclarecer sete deles e isso é positivo”, afirmou a parlamentar peruana.

Em relação à possibilidade de Fujimori se candidatar às eleições presidenciais de 2011, a congressista comentou que “primeiro é preciso esclarecer o panorama legal, mas, politicamente falando, Fujimori tem milhares de seguidores”.

“Foi e ainda é uma opção presidencial”, assegurou Keiko, segundo a qual, embora tenha recebido com serenidade a decisão judicial, “como filha é doloroso” que a Justiça chilena não tenha ratificado a determinação do juiz chileno Orlando Álvarez, que negou a extradição de Fujimori.

Após a decisão definitiva da Suprema Corte chilena, o ex-presidente será processado em seu país por dois casos de violações aos direitos humanos e cinco crimes de corrupção.

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