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Mundo

FIDH denuncia restrição à liberdade de imprensa na Tunísia

Arquivo Geral

28/04/2008 0h00

A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) denunciou os “repetidos” empecilhos à liberdade de imprensa e expressão na Tunísia e pediu ao presidente francês, buy Nicolas Sarkozy, para tratar deste tema e o dos direitos humanos na visita de Estado que iniciou hoje ao país norte-africano.

A FIDH pediu às autoridades tunisianas respeitar “seus compromissos internacionais em matéria de proteção dos direitos humanos e de liberdades fundamentais”.

Em comunicado, a FIDH expressou sua preocupação com os meios “extremos” aos quais jornalistas tunisianos recorrem para que suas reivindicações sejam ouvidas.

No sábado passado, o redator-chefe e o diretor da redação do jornal “Al Mawqif”, Rachid Khechana e Monji Ellouze, respectivamente, iniciaram uma greve de fome para protestar contra as medidas adotadas contra o semanário e seus responsáveis, explicou a FIDH.

Os empecilhos ao trabalho do “Al Mawqif”, órgão do Partido Democrático Progressista tunisiano e um dos poucos que sobrevive sem subsídios, tendem a “destruí-lo”, denunciou a Federação.

A FIDH explicou que desde meados do mês passado cinco edições do semanário foram objeto de “apreensões disfarçadas”.

“Além disso, Khechana e o diretor da publicação, Nejib Chebbi, estão sendo processados por difamação por cinco empresas de comercialização de azeite” por ter publicado um artigo sobre a distribuição de azeite adulterado no país, sem citar nomes.

Os dois, que estão convocados perante o tribunal de primeira instância da Tunísia no dia 10 de maio, podem ter que pagar uma grande multa, indicou a FIDH.

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