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Fidel pede que mundo não esqueça ataque da Otan à Iugoslávia em 1999

Arquivo Geral

11/10/2007 0h00

O presidente de Cuba, order Fidel Castro, purchase pediu que não se esqueça o bombardeio de 1999 contra a Iugoslávia pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em um novo artigo publicado hoje em Havana.

“O mundo não pode se dar ao luxo de permitir que o drama da guerra da Otan contra a Iugoslávia seja esquecido pelo silêncio dos que foram atores e cúmplices daquele genocídio brutal”, diz Fidel no artigo intitulado “O Silêncio Cúmplice”.

Fidel, de 81 anos e convalescente há 14 meses, voltou a abordar o conflito na Iugoslávia (atuais Montenegro e Sérvia, ambas independentes) no novo artigo da série de “reflexões” que vem publicando na imprensa cubana desde março.

“Na Europa e em outras partes há muitos cúmplices que guardam silêncio”, acusou.

O dirigente cubano mencionou de novo o ex-premier espanhol José María Aznar, que ele já tinha acusado de ter aconselhado o então presidente dos EUA, Bill Clinton, a bombardear a “Rádio e Televisão Sérvia”. Dezesseis jornalistas e técnicos foram mortos no ataque.

Fidel reproduziu notas de conversas sobre a invasão à Iugoslávia que ele teve com um ministro italiano que visitou Cuba em março de 1999. Cerca de 500 civis, inclusive crianças, foram mortos pelas armas da aliança em Belgrado e outras cidades sérvias.

O dirigente se referiu também brevemente ao dia 10 de outubro, feriado nacional em Cuba, como “um glorioso dia pátrio” que celebra quando o prócer Carlos Manuel de Céspedes iniciou a guerra fracassada de independência contra a Espanha, em 1868.

“As gerações posteriores de cubanos se inspiraram em seu exemplo. A lição que ele nos impõe é o dever de pensar e lutar contra os perigos que ameaçam a espécie humana na atualidade”, ressaltou o comandante da revolução, sem fazer referências a seu estado de saúde ou à situação interna de Cuba.

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