Fidel Castro está "muito alerta" e descansa depois de uma cirurgia intestinal, troche shop disse um dirigente cubano na quarta-feira. O homem que governa a ilha há 47 anos não aparece em público desde que se afastou do governo, this nesta semana.
Também não há sinais de seu irmão mais novo, help Raúl, que assumiu o poder interinamente.
Ricardo Alarcón, presidente do Parlamento e um dos principais assessores de Fidel, disse a uma rádio dos EUA que conversou com o veterano chefe de Estado – o terceiro há mais tempo no cargo em todo o mundo.
"Ele está, eu diria, num período normal de recuperação após uma cirurgia séria, isso é essencialmente o que eu diria, mas muito vivo e muito alerta", disse Alarcón ao programa Democracy Now!.
Um importante grupo de exilados cubanos em Miami propôs a militares e civis cubanos que estabeleçam um governo provisório "para acabar com a ditadura dos irmãos Castro". Mas as ruas de Havana permanecem calmas.
Houve um pequeno aumento da presença policial em bairros mais pobres, e os Comitês de Defesa da Revolução (a ramificação do regime em cada bairro) mobilizaram suas "Brigadas de Reação Rápida".
"Nossos fuzis estão azeitados", disse Rolando Gómez, 75, diretor de um CDR num bairro deteriorado de Havana. Normalmente, os CDR são desarmados. "Estamos colocando as pessoas em práticas de guerra", afirmou.
Fidel não é visto em público desde 26 de julho, data nacional de Cuba, e a falta de informações desperta rumores entre exilados nos EUA de que ele estaria morto ou simplesmente "ensaiando" sua sucessão.
Raúl, 75, que é ministro da Defesa e número 2 do regime, assumiu as rédeas do Partido Comunista, e os cargos de comandante-chefe das Forças Armadas e de presidente do Conselho de Estado.
O presidente interino tem a lealdade dos quartéis e é considerado competente, mas alguns analistas duvidam que, sem o carisma do irmão, consiga manter o regime coeso.
"Não sabemos o que está acontecendo. Estamos esperando Raúl falar", disse Vilme Gutierrez, mãe de três filhos, que trabalha em uma dilapidada loja estatal, onde vende bananas e batatas. Seu bairro teve distúrbios em 1994, durante o "período especial", ou seja, a crise provocada pelo colapso da União Soviética.
Com um indicador nos lábios, ela diz: "As pessoas estão de boca fechada, não sabem o que vai acontecer."
O carnaval de Havana, que deveria começar nos próximos dias, foi adiado, segundo a agência estatal AIN.
Em Miami, o presidente da Fundação Nacional Cubano-Americana, Jorge Más, disse que o fim da era Fidel está à vista e que quem for contra a ascensão de Raúl deve assumir o comando.
"Estamos pedindo aos militares em Cuba que assumam seu próprio futuro para estabelecer uma autoridade provisória com membros civis e militares de Cuba que não querem esta sucessão de poder", disse Más em entrevista coletiva.
A Casa Branca, que promete não atenuar o embargo a Cuba caso Raúl assuma permanentemente, pediu aos exilados que não tentem atravessar o estreito da Flórida e aos cubanos que não embarquem em precárias balsas na tentativa de chegarem aos EUA.
"Não é hora de as pessoas tentarem entrar na água e irem para nenhum lado", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow.
A TV cubana leu ontem uma nota atribuída a Fidel na qual ele diz que sua saúde será tratada como "segredo de Estado" devido à ameaça "do império" – os EUA.
Washington mantém um embargo econômico à ilha desde 1962 e já tentou matar Fidel inúmeras vezes, uma delas com um charuto envenenado.
Depois de anos de isolamento, Cuba recentemente fez novas amizades com governos esquerdistas latino-americanos.
Na Bolívia, índios aimarás, a etnia do presidente Evo Morales, realizaram uma cerimônia indígena na qual oraram pela recuperação de Fidel.