No dia 26 de julho de 2006, viagra Fidel discursou em Bayamo, help na província de Granma, ask durante o Dia da Rebeldia Nacional, principal data do calendário oficial cubano, na qual é lembrado o ataque frustrado ao quartel Moncada, em Santiago de Cuba, em 1953.
O líder cubano, posteriormente, deslocou-se à província de Holguín, ao norte de Granma, e liderou a tribuna de oradores em um ato de inauguração de grupos geradores de eletricidade.
Foi a última aparição pública de Fidel Castro que, naquela noite, caiu gravemente doente, a ponto de chegar a pensar que “era o fim”, como ele mesmo lembrou em um artigo publicado, na quinta-feira passada, no jornal oficial “Granma”.
Fidel Castro, porém, não deixou de trabalhar, e continuou a ocupar-se da revisão da entrevista que serviria como base para o livro “Cem horas com Fidel”, do jornalista e escritor Ignacio Ramonet.
“Enquanto os médicos lutavam pela minha vida, o chefe de escritório do Conselho de Estado (Carlos Valenciaga) lia o texto, a pedido meu, e eu ditava os arranjos necessários”, explicou.
Acostumado a longos discursos públicos, o líder cubano encontrou, a partir de março do ano passado, em seus artigos publicados, denominados “reflexões”, o palanque no qual poderia expressar suas opiniões sobre questões internacionais e em alguns casos, aspectos da realidade nacional.
Fidel Castro, de 81 anos, não esconde que a escrita não é o seu meio de comunicação preferido.
“A escrita, como muitos sabem, é um instrumento de expressão que carece da rapidez, do tom e da mímica da linguagem falada, que não utiliza sinais”, comentou Fidel, em outra “reflexão”, divulgada na semana passada.
“Poucos podem resistir à tentação de melhorar o texto, incluir o que não disse e de criticar parte do dito. Às vezes, sinto vontade de jogá-lo no lixo por não ter um interlocutor na minha frente”, acrescentou.
Nesse mesmo artigo, com data de 14 de janeiro e publicado no dia 16 – dia seguinte do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, Fidel afirmou que não desfruta de capacidade física para participar de atos públicos, e por isso escreve.
Nesses 18 meses, o líder cubano deu duas entrevistas a TV, a primeira em junho do ano passado e a última em setembro.
Conversou, também, com o presidente venezuelano Hugo Chávez – a última vez em meados de outubro -, durante uma visita do governante sul-americano à ilha, onde aproveitou para conversar com Fidel durante mais de uma hora, ao vivo, pela primeira vez para os cubanos.
Afastado de seu meio preferido, Fidel Castro continua escrevendo, enquanto o interesse está concentrado no dia 24 de fevereiro, quando se saberá se o líder cubano seguirá como chefe do Executivo.
A Assembléia Nacional do Poder Popular – o Parlamento cubano -, será instalada nesse dia e, após escolher a sua nova direção, apontará os integrantes do Conselho de Estado, principal órgão do Governo, do qual Fidel é presidente.
Em entrevista concedida esta semana ao jornal “The New York Times”, o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, disse que é óbvio que Fidel teve êxito em seu processo de recuperação, mas tem o direito de dizer “Sim ou Não”, caso seja reeleito.
Além do futuro de Fidel Castro, a Assembléia tem, pela frente, um período de cinco anos no qual Cuba deverá enfrentar decisões importantes, segundo Raúl Castro, que em 18 meses de Presidência interina não tomou medidas substanciais, embora tenha anunciado a necessidade de investir em reformas estruturais.