O presidente cubano, cialis 40mg Fidel Castro, considera que o discurso do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, dirigido ao governante venezuelano, Hugo Chávez, na XVII Cúpula Ibero-Americana, foi “invertebrado e inoportuno”.
Em um novo artigo publicado hoje na imprensa oficial cubana, Castro falou sobre o discurso “invertebrado e inoportuno de Zapatero, no qual defendeu José María Aznar (ex-presidente do Governo espanhol) e a ordem abrupta do Rei da Espanha”.
“Esses elementos forneceram provas da conduta e dos métodos genocidas do império, seus cúmplices e as anestesiadas vítimas do terceiro mundo”, acrescenta o líder cubano, em sua terceira alusão à discussão entre o rei Juan Carlos e Chávez, no encerramento da XVII Cúpula Ibero-Americana.
O incidente entre o rei e Chávez aconteceu quando Rodríguez Zapatero pediu a palavra para defender seu antecessor, José María Aznar, das críticas de Chávez.
Perante as interrupções constantes do presidente venezuelano ao discurso de Rodríguez Zapatero, o rei Juan Carlos pediu ao governante venezuelano que se calasse.
Castro assinala em seu artigo que, “naquele ambiente tenso brilhou a inteligência e a capacidade dialética de Chávez”, e afirma que o presidente venezuelano, por motivos técnicos, “nem sequer pôde ouvir com precisão o que o rei disse”.
Fidel fala também sobre a resposta que o governante sul-americano diz ter recebido de Aznar após perguntar-lhe pela sorte dos povos pobres como o do Haiti: “Esses se f…”, teria dito o ex-presidente do Governo espanhol.
“Conheço bem o líder bolivariano: jamais esquece as frases que escuta diretamente de seus interlocutores”, afirma Castro, de 81 anos e convalescente desde julho do ano passado, de uma doença intestinal que lhe obrigou a delegar seus poderes para seu irmão Raúl.
Em outro comentário, publicado na última terça-feira, Castro qualificou o incidente de “Waterloo ideológico”, expressão que volta a utilizar hoje no título de seu artigo.
No artigo de terça-feira, Castro advertia ainda que Chávez poderia ser assassinado, e afirmava que “era preciso seguir lutando e correndo riscos, mas não jogar todos os dias em uma roleta russa”.