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Mundo

Fidel Castro critica John McCain por afirmações sobre tortura

Arquivo Geral

11/02/2008 0h00

O líder cubano, search Fidel Castro, capsule criticou o candidato à vaga do Partido Republicano à disputa pela Casa Branca John McCain por afirmar que foi torturado por cubanos no Vietnã, em uma nova reflexão divulgada hoje na imprensa local.

O chefe da Revolução Cubana, que se recupera de uma doença que o obrigou a delegar provisoriamente seu cargo em julho de 2006, critica McCain por afirmar que soldados americanos foram torturados por agentes cubanos no Vietnã.

“Seus apologistas e especialistas em publicidade costumam enfatizar que o próprio McCain sofreu tais torturas”, destacou o líder.

“Permito-me recordar-lhe, senhor McCain: Os mandamentos da religião que o senhor pratica proíbem a mentira. Os anos de prisão e os ferimentos que recebeu como conseqüência de seus ataques a Hanói não o desculpam do dever moral da verdade”, afirma Fidel.

O líder cubano, de 81 anos, pede “seriamente” a McCain que “apresente apenas um dos mais de mil prisioneiros capturados nos combates de Praia Girón (Baía dos Porcos) que tenha sido torturado”.

Ele se referia aos derrotados durante a tentativa de invasão a Cuba feita por mercenários e exilados anticastristas com apoio dos Estados Unidos em abril de 1961.

Em seu relato da disputa, Fidel diz que capturou “pessoalmente, com alguns ajudantes, vários prisioneiros” e passou “diante de esquadras armadas, ainda escondidas após a vegetação da floresta, que ficaram paralisadas pela presença do chefe da Revolução no local”.

“Lamento ter de mencionar isto, que pode parecer um auto-elogio, o que sinceramente detesto”, acrescenta.

Fidel afirma que “os prisioneiros eram cidadãos nascidos em Cuba, organizados por uma poderosa potência estrangeira para lutar contra seu próprio povo”.

Ele pergunta a McCain: “A partir de sua posição de partidário da pena de morte para os crimes muito graves”, que “atitude” teria assumido perante esses fatos.

O líder cubano diz que “enquanto era negociada a libertação (dos capturados na Praia Girón) mediante indenização com alimentos para crianças e remédios, o Governo dos Estados Unidos organizava planos de assassinato” contra si.

“Que ética se depreende de tais fatos, defendidos pelo senhor com veemência como questão de princípios”, questiona.


 


 

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