O convalescente líder cubano, this web Fidel Castro, physician acusou o presidente dos Estados Unidos, ed George W. Bush, de demagogo, mentiroso e antiético, em artigo divulgado hoje pelos meios de comunicação oficiais da ilha.
Neste novo capítulo de suas assim chamadas “reflexões”, Castro cita extensamente o discurso de Bush perante o Congresso americano, realizado na última segunda-feira.
Sobre a afirmação de Bush de que os Estados Unidos estão “liderando a luta contra a pobreza mundial”, Castro afirmou que os compromissos do país com organismos internacionais são “uma gota de água perante as angustiantes necessidades atuais da humanidade”.
O líder cubano, de 81 anos, que adoeceu gravemente e cedeu há um ano e meio suas funções governamentais a seu irmão Raúl Castro, de 76, afirmou que o líder americano evitou em seu discurso “todos os problemas espinhosos”.
“Bush vai fundamentando pedra sobre pedra as bases dessas supostas liberdade e prosperidade, sem fazer a mínima referência aos militares norte-americanos que morreram ou foram mutilados pela guerra”, criticou.
Sobre a economia americana, Castro afirmou que a desordem atual “é conseqüência da emissão de dólares sem limite algum em um país cuja população gasta mais do que economiza, e em um mundo onde a capacidade aquisitiva da moeda dos Estados Unidos se reduziu extraordinariamente”.
Ele acrescenta que o discurso de Bush, a quem também chamou de chauvinista, foi um “passeio olímpico sobre os problemas de um planeta a seus pés”.
Sobre a presença militar americana no Afeganistão, Castro diz que Bush falou em ajudar os afegãos a defender sua liberdade, mas não mencionou “que isso foi o mesmo que tentou fazer a União Soviética ao ocupar o país com suas poderosas Forças Armadas, que terminaram derrotadas ao se chocar com sua cultura diferente”.
“Daí Bush salta para o Iraque, que não teve nada a ver com os atentados de 11 de setembro de 2001, e que foi invadido porque assim decidiram o presidente americano e seus colaboradores, sem que ninguém que seu verdadeiro objetivo era tomar as jazidas de petróleo”, afirmou.
O líder cubano também criticou a decisão de Bush de “não dizer uma palavra sobre dos milhões de palestinos despojados de suas terras ou expulsos delas, submetidos a um sistema de apartheid”.
“Na realidade não é preciso que outros órgãos de divulgação informem sobre o discurso do presidente dos Estados Unidos; é preciso deixar que o próprio Bush fale. Para um povo que sabe ler, escrever e que pensa, ninguém pode fazer uma crítica mais eloqüente do império que o próprio Bush”, afirmou.