O presidente de Cuba, website like this Fidel Castro, voltou a dizer que o venezuelano Hugo Chávez corre risco de ser assassinado, em um novo artigo no qual faz referência à 17ª Cúpula Ibero-americana publicado hoje na imprensa cubana. Ele disse que, na conversa por telefone que teve com Chávez na reunião paralela à cúpula, tentou dizer ao colega venezuelano que “morrer para não se tornar prisioneiro era uma forma de morrer com dignidade”.
“Tentei transmitir a idéia por meio do telefone celular sem amplificador” do vice-presidente cubano Carlos Lage, mas Chávez “mal podia ouvir minhas palavras, como ocorreu também com a ordem de calar do rei” da Espanha, afirma o dirigente cubano.
Fidel lembrou que o artigo publicado hoje sob o título “O Diálogo de Chávez”, foi o terceiro sobre a Cúpula, na qual ocorreu a discussão entre o rei Juan Carlos I, o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero e Chávez, e foi escrito no dia 13.
O episódio se deu quando o presidente espanhol pediu a palavra para defender seu antecessor José María Aznar das acusações que Chávez fizera. Diante das constantes interrupções do presidente venezuelano ao discurso de Zapatero, o rei Juan Carlos perguntou por que Chávez não se calava.
Em artigo publicado no dia 16, Fidel afirmara que o discurso de Zapatero foi “invertebrado e inoportuno” e que junto à “brusca ordem do rei da Espanha e a digníssima resposta” do presidente da Venezuela “forneceram provas irrecusáveis das condutas e dos métodos genocidas do império”.
Já em artigo publicado no dia 13, o líder cubano advertiu de que Chávez poderia ser assassinado e afirmou que “é preciso continuar lutando e correndo riscos, mas não arriscar todos os dias a roleta russa ou cara e coroa”.
Fidel, de 81 anos, se recupera de uma doença intestinal que o obrigou a delegar o poder ao irmão mais novo, Raúl, em 31 de julho de 2006.
O comandante da Revolução Cubana não aparece em público desde 26 de julho de 2006 e suas últimas imagens foram divulgadas em meados do mês passado.