Pelo menos 100 pessoas feridas no terremoto desta quarta-feira no Peru, link muitas delas em estado grave, foram levadas até o momento da cidade de Pisco, no sul do país, para receberem atendimento de urgência em Lima, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais peruanas.
Os feridos chegaram em aviões da Força Aérea Peruana (FAP) com ferimentos e contusões. Eles não podem ser atendidos nos hospitais de Pisco, cuja capacidade foi superada após o terremoto de 8 graus que assolou a costa peruana.
As vítimas foram levadas a hospitais públicos e privados de Lima em mais de 70 ambulâncias. Eles apresentavam traumatismos cranianos, politraumatismos, fraturas e ferimentos de diversos níveis.
A ponte aérea estabelecida pela Força Aérea realizou mais de 10 vôos que partiram de Lima levando ajuda de emergência. Os aviões retornaram com feridos e mais de 100 desabrigados, entre eles parentes dos feridos.
A cidade de Pisco, onde o tremor matou centenas de pessoas, se mantinha hoje em alerta máximo. As equipes de resgate dos bombeiros e os militares trabalham na tentativa de resgatar os corpos das vítimas e procuram sobreviventes.
Um homem de cerca de 60 anos morreu no distrito de Punta del Callao. Ele sofreu uma parada cardíaca durante o tremor. Além disso, o corte da energia elétrica provocou a morte de um recém-nascido que permanecia numa incubadora. Uma mulher que respirava com a ajuda de aparelhos também sofreu um choque e não resistiu.
A companhia aérea Aerocóndor pôs seis aviões à disposição das autoridades. Uma brigada especializada dos bombeiros partiu com equipamentos especiais num avião da LanPerú.
O governo da Bolívia ofereceu ajuda. Nesta sexta-feira deve chegar a Pisco um avião da Força Aérea Chilena (FACH) com 15 toneladas de ajuda, disse à Efe a chefe de imprensa da embaixada chilena em Lima, María Eugenia González.
O terremoto no Peru deixou, até o momento, de 400 a 500 mortos, assim como cerca de 1.500 feridos, segundo o governo peruano, o Instituto Nacional de Defesa Civil e organizações internacionais como a ONU.