O olho do “potencialmente catastrófico” furacão Félix, look com ventos máximos de 260 km/h, medical chegou hoje ao litoral da região nordeste da Nicarágua, ambulance informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA, com sede em Miami.
Os meteorologistas do NHC indicaram que o olho do Félix estava localizado às 9h de Brasília perto da latitude 14,3 graus norte e da longitude 83,2 graus oeste, próximo a Punta Gorda, na Nicarágua, e cerca de 15 quilômetros a norte-nordeste de Puerto Cabezas.
Os ventos máximos tinham chegado a 260 km/h na categoria cinco – a máxima – da escala de intensidade Saffir-Simpson, e a previsão é de que perca força à medida em que vá para o interior da Nicarágua e de Honduras. Um especialista do NHC disse que a população “deve permanecer onde está até que o furacão passe”.
Permanece em vigor um aviso de furacão para a Nicarágua, de Puerto Cabezas até a fronteira com Honduras. O governo de Honduras também mantém um aviso de furacão de Limón até a fronteira com a Nicarágua, e para a costa caribenha da Guatemala e toda a costa de Belize.
O furacão Félix evoluiu rapidamente em menos de 24 horas de uma tempestade tropical para um furacão de categoria cinco entre sábado e domingo, antes de diminuir para a categoria quatro e voltar à cinco, antes de atingir a Nicarágua. O sistema meteorológico se desloca para oeste a uma velocidade de translação de 26 km/h e deverá manter a trajetória e perder força nas próximas 24 horas.
A previsão é que Félix chegue com fortes chuvas pelo norte da Nicarágua e Honduras, e existe risco de inundações e deslizamentos de terras.
Nesta temporada, que começou em 1º de junho e acaba em 30 de novembro, houve a formação de cinco tempestades tropicais: “Andrea”, “Barry”, “Chantal”, “Dean” e “Erin”. Até agora, só o “Dean” se tornou furacão e chegou à categoria cinco quando atingiu a Península de Iucatã.
A temporada de furacões na bacia atlântica terá uma atividade superior ao normal, segundo William Gray, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (EUA), mas não será “hiperativa” como a de 1995, 2004 e 2005.
Gray previu em agosto a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos.
Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, com sede em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões, dos quais de três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade.
» Matéria atualizada às 11h01