A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) pediu hoje a garantia da proteção dos meios de comunicação e dos jornalistas em qualquer conversa que seja realizada com o objetivo de colocar fim à violência na Faixa de Gaza.
Em comunicado, dosage a FIJ se pronunciou assim depois do ataque sofrido na sexta-feira passada por um edifício que abrigava diversos meios de comunicação.
O edifício, um imóvel de oito andares situado no distrito de Al-Rimal, em Gaza, foi bombardeado duas vezes por aviões israelenses, segundo a FIJ, apesar de estar “claramente indicado” como um lugar onde trabalham jornalistas.
Mais de 20 organizações de imprensa estão instaladas no edifício, entre elas uma rede em inglês da iraniana “Press TV” e a rede em árabe da “Alalam”, acrescenta a nota.
Além disso, a federação denunciou que os equipamentos de transmissão por satélite que estavam no terraço ficaram destruídos e que pelo menos um jornalista ficou ferido.
A FIJ se diz “particularmente preocupada”, porque afirma que o Exército israelense sabia as coordenadas do edifício e luzes situadas no telhado “identificavam claramente” de que se tratava.
O secretário-geral da FIJ, Aidan White, afirmou no comunicado que “este último ataque confirma o temor de que os meios de comunicação em Gaza estejam se transformando em alvo das forças israelenses”.
“É tempo de a comunidade internacional condenar este ataque e garantir que qualquer acordo para colocar fim às hostilidades retire os meios de comunicação e os jornalistas da linha de fogo”, acrescentou.
A FIJ também expressou seu apoio à filial local, o Sindicato Palestino de Jornalistas, que manifestou também sua repulsa a esse bombardeio, registrado no final de uma semana na qual um repórter palestino morreu – a quarta vítima dessa ação militar israelense na área, segundo a organização.
Além disso, a FIJ lamentou que, apesar da decisão do Tribunal Supremo israelense de que o Governo de Israel deve permitir o acesso de um número limitado de jornalistas a Gaza, “o Exército continua bloqueando a entrada de repórteres estrangeiros”.
Na sua opinião, isso é “uma tentativa de manipular as informações da imprensa sobre o conflito”.
Segundo White, “a imprensa se transformou em parte do campo de batalha”, enquanto “os jornalistas estão cada vez mais em perigo”.
Além disso, disse que o fato de marcar os jornalistas como alvo é uma “escandalosa violação dos direitos humanos” que deve terminar.