O presidente do Federal Reserve (Fed, more about banco central americano), store Ben Bernanke, thumb e funcionários do Governo de George W. Bush defenderam hoje o socorro financeiro dado em março ao banco de investimentos Bear Stearns, que evitou sua quebra.
Além de Bernanke, o diretor da Comissão de Valores, Christopher Cox; o presidente da regional de Nova York do Federal Reserve, Timothy Geithner, e os executivos do Bear Stearns, Alan Schartz, e do JP Morgan, James Dimon, participaram de uma audiência no Comitê de Bancos do Senado.
Alguns membros do Congresso criticaram o respaldo do Federal Reserve, que injetou US$ 29 bilhões para que o banco JP Morgan comprasse o Bear Stearns antes que este quebrasse, prejudicado pela inadimplência no pagamento dos créditos hipotecários de alto risco.
“No contexto de crescentes tensões financeiras, em 13 de março o Bear Stearns notificou ao Federal Reserve e a outras agências de Governo que havia se deteriorado significativamente sua posição de liquidez, e que teria que declarar a quebra no dia seguinte, a menos que houvesse fontes de fundos alternativas”, disse Bernanke.
“A quebra repentina do Bear Stearns teria levado a um descalabro caótico de posições nos mercados financeiros”, acrescentou.
Geithner disse, por sua parte, que “sob as circunstâncias que prevalecem nos mercados, os problemas gerados por esta instância específica se estendiam muito além do destino de uma única companhia”.
O presidente do Comitê de Bancos, o senador democrata Christopher Dodd, disse que se a quebra do Bear Stearns tivesse sido permitida, teria ocorrido não somente uma demolição financeira nacional, mas sim uma crise global.
Dodd aproveitou para questionar o funcionamento do Federal Reserve e de outras agências que, supostamente, regulam as operações bancárias e financeiras, e que, aparentemente, não perceberam os sinais de problemas graves no Bear Stearns.