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Fechamento de ponte por ataques russos gera enormes congestionamentos em Kiev

Bombardeios contra pontes e outras estruturas essenciais provocaram congestionamentos e restrições de circulação na capital ucraniana

Redação Jornal de Brasília

02/10/2026 12h52

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Foto: SERHII OKUNEV / AFP

Os ataques russos contra infraestruturas essenciais estão devastando Kiev, disse o prefeito da cidade nesta sexta-feira(2), enquanto os bombardeios sobre uma ponte que liga o leste e o oeste da capital paralisavam o tráfego.

O presidente, Volodimir Zelensky, acusou seu homólogo russo, Vladimir Putin, de quebrar as normas do conflito armado ao autorizar ataques maciços contra áreas civis, uma acusação que o Kremlin rejeita.

O sangrento conflito, que começou com a invasão em grande escala da Rússia em fevereiro de 2022, concentrou-se em grande medida nos combates terrestres no leste, e Kiev havia sido em grande parte poupada da devastação causada perto da frente de batalha.

Mas o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou que a cidade deve agora passar a uma situação de guerra.

“A capital está em uma situação muito dramática”, afirmou o prefeito. “O inimigo está destruindo Kiev”, acrescentou no Telegram.

Sua mensagem chegou quando as autoridades fecharam uma das principais pontes de Kiev e restringiram o trânsito em outra após uma nova onda de mortíferos ataques de drones.

Os bombardeios atingiram a Ponte Sul, que depois foi totalmente fechada ao tráfego, anunciou o prefeito. Ele também informou que a circulação havia sido restringida em outras duas pontes importantes de Kiev.

Segundo jornalistas da AFP, essas restrições provocaram enormes congestionamentos na capital ucraniana, que tem cerca de três milhões de habitantes e depende fortemente de suas oito pontes sobre o Dnieper.

Ao meio-dia, o aplicativo de navegação Waze ainda indicava grandes congestionamentos nas vias que margeiam o rio, tornando praticamente impossíveis os deslocamentos entre as duas margens.

“Não há como chegar. De jeito nenhum. Hoje é impossível atravessar as pontes”, declarou à AFP, frustrada, Tetiana Osipenko, uma costureira de 49 anos que tentou, durante três horas, chegar ao trabalho na margem esquerda.

Na quinta-feira, a Ponte Sul, por onde também passa uma linha de metrô, havia sido atingida por drones russos antes de ser alvo de novos ataques durante a noite, segundo as autoridades ucranianas.

Esses bombardeios ocorrem em um momento em que a Rússia intensificou seus ataques mortais em todo o país.

Em Kiev, especialmente castigada, as sirenes antiaéreas soam constantemente.

Ataques reiterados contra trens e postos de serviços já afetaram as redes ferroviária e rodoviária, assim como instalações logísticas e de comunicações em Kiev e em sua região.

A circulação em outras duas pontes-chave da capital, Paton e Metro, também foi restringida nesta sexta-feira, segundo o prefeito. Não houve registro de ataques contra essas infraestruturas.

Segundo o Exército ucraniano, na noite de quinta para sexta-feira a Rússia lançou mais de 100 drones contra o país, incluindo cerca de 50 drones a jato, mais difíceis de derrubar.

AFP

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