Favorito nas pesquisas, o candidato da Frente Ampla à Presidência do Uruguai, o ex-guerrilheiro tupamaro José Mujica, mostrou hoje seu compromisso com o Mercosul e apostou em uma nova etapa do bloco que propicie acordos com outras regiões.
Mujica e seu candidato a vice, Danilo Astori, concederam neste sábado, véspera das eleições e de dois plebiscitos no Uruguai, uma coletiva imprensa para jornalistas estrangeiros.
Os integrantes da chapa governista se centraram em questões de política externa, embora também tenham falado do plebiscito que amanhã pode decidir pela anulação da Lei de Caducidade para os crimes cometidos pela ditadura uruguaia (1973-1985).
“Nós lutamos (…) por tentar melhorar um Mercosul que tem defeitos por todos os lados institucionais e de outro tipo”, mas “não pensamos em renunciar ao Mercosul, apesar dos defeitos que tem”, afirmou Mujica.
O candidato também apostou em fazer todo o possível para que a região possa ter novos acordos e chegue a entendimentos com outras partes do mundo.
“Queríamos ver o Mercosul como uma porta de entrada para uma integração maior, mas isso depende de que talvez pequenos países, como o Paraguai e como nós, vão bem e que o resto de países da América Latina o veja como conveniente”, assegurou.
Já Danilo Astori defendeu a ideia da abertura econômica como uma das chaves para o Uruguai, dado “seu pequeno tamanho físico” e seu grande “potencial”.
“Não é concebível a abertura do Uruguai sem o Mercosul”, como “uma plataforma de lançamento e não como uma estação final da integração” do país, assegurou.