Milhares de estudantes e professores realizaram um protesto pacífico hoje em Caracas a favor da liberdade de expressão e da autonomia universitária, check pharm como parte das manifestações cívicas contra o fim das transmissões da “Rede Caracas de Televisión” (“RCTV”).
Eles partiram da praça Reitorado da Universidade Central da Venezuela (UCV) com apitos, bandeiras e cartazes estampando a palavra “liberdade”.
Sob forte vigilância da Polícia Metropolitana (PM), a mobilização chegou até as proximidades da sede da Procuradoria, onde uma comissão de 20 manifestantes entregou um documento com suas idéias a diretores da instituição.
Além de exigir respeito à autonomia das universidades, a carta assinada na frente da Procuradoria expressou o apoio dos reitores ao movimento estudantil. Este vem promovendo protestos em favor da liberdade desde o dia 8 de maio.
O líder estudantil da UCV, Stalin González, agradeceu às autoridades da reitoria o apoio às exigências dos universitários. Eles querem que a Procuradoria retire as acusações dos alunos que estão sendo obrigados a se apresentar periodicamente aos tribunais, como pena por sua participação em atos de vandalismo nas manifestações de 28 de maio.
“Essa manifestação que convocamos não é para tirar o foco dos jovens, é para apoiá-los. Eles deram uma lição ao país”, acrescentou, por sua vez, o reitor da UCV, Antonio París.
Os únicos incidentes registrados na universidade, antes do protesto, foram uma pequena explosão na Escola de Comunicação Social – que não deixou feridos, mas causou danos materiais leves -, e a detonação de uma bomba de gás lacrimogêneo na praça Reitorado.
O fim das transmissões da “RCTV”, no dia 27 de maio, quando acabou a validade de sua última licença, de 20 anos, foi o estopim para as ações do movimento estudantil venezuelano.
O Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que defende como legítima e soberana sua decisão contra a “RCTV”, considera minoritário o grupo de estudantes contra a medida. Afirma, ainda, que os universitários são vítimas de uma “manipulação” por parte de grupos opositores “golpistas”, a serviço de Washington.
A tese foi rejeitada pelos líderes estudantis, que pediram, na sexta-feira, direito a réplica na Assembléia Nacional (AN), composta por 167 membros, todos governistas. Stalin González disse que, esta tarde, os dirigentes universitários se reunirão para decidir se aceitam um convite da AN para participar, amanhã, de um “debate” com estudantes que apóiam o Governo.
“Vamos nos reunir para decidir sobre a questão (…) Nós solicitamos um direito a réplica, e, de repente, nos propõem um debate”, disse González. Ele afirmou que as “assembléias universitárias” seriam o cenário ideal para a troca de idéias.
Por parte da AN, surgiram algumas vozes conciliadoras, que reconheceram a luta estudantil como autônoma e legítima, e defenderam o estabelecimento de um diálogo construtivo.
O deputado Ismael García, do partido social-democrata Podemos, que apóia o Governo, reiterou que a Venezuela deve “se encaminhar para o diálogo”, porque, “em uma democracia, deve haver pluralidade e diversidade de opiniões”. Nesse sentido, ele falou da necessidade de “escutar” os universitários.
Além disso, o deputado Juan Carlos Dugarte negou que a AN, como instituição, tenha “dito que os estudantes são golpistas”, e reiterou que o Governo tem “indícios” de que setores opositores estariam utilizando o caso “RCTV” para desestabilizar o país.
Minutos depois do fim das transmissões da “RCTV”, tiveram início as emissões, pelo canal 2, da nova “TVes”, promovida por Chávez como a primeira televisão de serviço público da Venezuela.
O ex-ministro da Fazenda e atual deputado Antônio Palocci (PT-SP) foi condenado em dois processos que corriam na Justiça paulista desde quando ele foi prefeito da cidade de Ribeirão Preto, prescription no interior do estado de São Paulo. O deputado é acusado de ter desviado dinheiro público e ainda poderá recorrer da decisão.
Em um dos processos, a pena para Palocci pode variar de perda de função pública a suspensão dos direitos políticos por cinco anos. No outro, ele pode ser condenado a uma multa que representa seis vezes o valor de sua remuneração como prefeito.
A Nasa iniciou hoje os preparativos finais para o lançamento da nave Atlantis na próxima sexta-feira, viagra sale em uma missão à Estação Espacial Internacional (ISS) que retoma o programa espacial após três meses de suspensão.
A pausa foi causada por uma intensa tempestade de granizo no final de fevereiro que atingiu o Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida), e causou inúmeros danos na parte superior do tanque externo da nave.
A partida da nave está prevista para as 19h38 hora local (20h38 em Brasília). Segundo a Nasa, há 70% de chances de haver bom clima no lançamento. Desde março, o tanque da nave se submeteu a complexas vistorias e, segundo a agência espacial americana, está perfeitamente preparado.
Os trabalhos foram realizados com muito cuidado, levando em conta que o desprendimento de materiais de revestimento do tanque exterior de combustível causou os danos que destruíram, em fevereiro de 2003, a nave Columbia e mataram os sete tripulantes.
Em entrevista coletiva na semana passada, Bill Gerstenmaier, administrador adjunto para operações espaciais da Nasa, e Wayne Hale, diretor do projeto de tanques externos, transmitiram publicamente segurança de que após as vistorias não há nada a temer.
“Este tanque é tão bom quanto os outros. Sempre tivemos um bom histórico de vistorias. Os testes realizados deram muito bons resultados. Está em bom estado”, disseram.
Na preparação para o lançamento, os sete tripulantes chegaram na segunda-feira a Cabo Canaveral (Flórida) vindos de Houston, para iniciar os últimos trabalhos necessárias para o vôo.
Apesar de não se esperarem intempéries, uma greve de 569 trabalhadores parece ser a única sombra sobre a partida do Atlantis. A Nasa disse que os empregados não participam dos trabalhos finais para o lançamento.
No fim de semana, os trabalhadores da empresa United Space Alliance, terceirizada pela Nasa, rejeitaram uma nova oferta salarial da diretoria e ameaçaram entrar em greve até sábado, um dia depois do lançamento. Ao chegar à Flórida, o comandante da missão, Rick Sturckow, disse estar “feliz” pelo vôo.
Além de Sturckow, a tripulação do Atlantis é composta por Lee Archambault, Jim Reilly, Patrick Forrester, Steven Swanson, John “Danny” Olivas e Clayton Anderson. Este último permanecerá na ISS e em troca voltará Sunita Williams, que chegou à estação em dezembro.
Em 15 de maio, a Atlantis foi instalada na plataforma de lançamento e pronta para a decolagem. Desde então foram feitos vários testes e simulações de lançamento. A tripulação do Atlantis tem a missão de levar novos conjuntos de painéis solares e vigas de sustentação para a ISS, que orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra.
Como na última missão os astronautas tiveram dificuldades para dobrar um painel solar, desta vez a nave partirá com uma carga adicional de combustível e mantimentos para permanecer em órbita um dia ou dois a mais por precaução.
As novas imagens de Fidel Castro na televisão, pharm após dez meses de convalescença, buy information pills deixaram claro que sua presença nos meios de comunicação será maior a partir de agora, drug mas não eliminaram as dúvidas sobre o eventual retorno do líder cubano ao exercício de suas funções.
As reações não demoraram a aparecer, e, hoje mesmo, o governante provisório de Cuba, Raúl Castro, afirmou, na inauguração de uma unidade de energia próxima à Havana, que viu seu irmão em um estado “magnífico”.
O comentário do chefe de Estado foi acompanhado, hoje, pelas reações da imprensa. Ele ocupa o poder de forma interina desde que Fidel Castro delegou suas funções, no dia 31 de julho do ano passado, devido a uma doença que, segundo ele próprio, já não é segredo.
O jornal “Granma” de hoje trouxe a manchete “Fidel na batalha de sempre”, comentando alguns dos pontos abordados pelo dirigente. A matéria trata da repercussão internacional da “conversa” de cerca de 50 minutos de Fidel com jornalistas, transmitida pela televisão cubana.
Por sua vez, o “Juventud Rebelde” escreveu, em destaque, “Fidel em corpo e alma”, e afirmou que o líder cubano “está ganhando outra briga”. Na rua, alguns cubanos, como Juan, um pedreiro de 59 anos, disseram à agência Efe que Fidel Castro “está muito bem, está inteiro”.
Outros, como Yurisleidis, confessaram que não tinham visto a entrevista porque não acrescentaria nada de novo.
Analistas afirmaram, hoje, que a aparição pública de Fidel Castro não modifica o panorama existente desde que o líder cubano começou a escrever suas “reflexões”. Nestas, ele criticou o uso de biocombustíveis, abordou questões de política internacional, e, em uma ocasião, falou de sua saúde.
No dia 23 de maio, o líder da revolução cubana revelou que tinha sofrido várias operações, e que, durante meses, dependeu de “cateteres” para receber alimentação. Contou ainda que, aos poucos, “foi melhorando”, e que fazia o que devia fazer, algo que reiterou, na entrevista de terça-feira.
“Ele deixou isso muito claro, (…) e o retorno não vai ocorrer, pelo menos, a curto prazo”, explicou um analista consultado pela Efe. Ele reconheceu que as aparições mais freqüentes de Fidel na imprensa podem confundir a população a respeito de seu papel na ilha.
Para outro observador, “o problema agora não é o retorno ou não de Fidel”, mas “se o país vai fazer dessas reaparições o centro das conversas”. Ele afirmou que “ligar a mensagem do país a essas reflexões (de Fidel), e (o fato de) ninguém falar dos programas reais necessários ao país, das necessidades do povo, não é bom”.
Por parte da dissidência, Manuel Cuesta Morúa, líder da coalizão Arco Progressista, disse que o chefe da revolução apareceu com “melhor semblante, melhor ânimo e mais ânsia de retornar ao poder”.
“É uma mensagem de volta (…), volta, porque ele é contrário a que, pelo menos enquanto ele viver, (Cuba) caminhe em direção a reformas”, explicou Cuesta. Ele afirmou, também, que o papel de Fidel Castro será o de “delinear as linhas mestras” da política cubana.
Para Elizardo Sánchez, da Comissão de Direitos Humanos, não-reconhecida pelo Governo, na terça-feira, aconteceu “uma renovação do símbolo do imobilismo político”, e foram descartadas possíveis mudanças em Cuba. “É o tipo de retorno que ele pode fazer, agora e depois”, acrescentou.
O grupo radical sunita Fatah al-Islam, information pills ameaçou hoje estender sua luta para fora do Líbano, there caso tenha prosseguimento a ofensiva do Exército libanês contra seus homens, sales declarou o chefe militar da organização, Chahín Chahín.
Chahín assegurou que, caso o Exército libanês mantenha sua ofensiva contra o campo de refugiados de Nahr el-Bared, seu grupo iniciará, nos próximos dois dias, “a segunda fase da batalha”.
“Lhes mostraremos a capacidade do Fatah al-Islam, não apenas no Líbano, mas também na Grande Síria (Líbano, Síria, Palestina e Jordânia)”, disse o chefe militar.
Os combates prosseguiram hoje, de forma intermitente, no acampamento palestino de Nahr el-Bared, onde estão entrincheirados os membros do grupo islamita.
Segundo o sultão Abul Aynan, chefe do Fatah no Líbano, restam apenas 75 combatentes do Fatah al-Islam que seguem lutando em Nahr el-Bared.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) denunciou que o acesso ao acampamento é muito difícil e perigoso, pois há bombas não explodidas ao longo de todo o solo da região.
A Justiça Militar iniciou hoje o interrogatório de 11 membros do Fatah al-Islam. Segundo a “Rádio Líbano”, o número de detidos já chega a 31.
Muitos foram detidos enquanto tentavam fugir de Nahr el-Bared, e são acusados de “perpetrar ações terroristas”. Caso sejam considerados culpados, os acusados podem ser condenados à morte.
Além disso, um libanês detido na Arábia Saudita também está sendo julgado, por pertencer ao Fatah al-Islam. A rede de televisão “LBC” informou hoje que as forças de segurança detiveram um membro do grupo terrorista, disfarçado de mulher, com um véu que lhe cobria o rosto, na cidade de Trípoli.