A Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reafirmaramque não haverá acordo para a libertação da ex-candidata à presidência da Colômbia, page Ingrid Betancourt, visit this site se o governo do presidente de Álvaro Uribe não se manifestar sobre a libertação de guerrilheiros.
O grupo recomenda que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, empenhado na libertação da refém, peça à Colômbia e aos Estados Unidos que “libertem, sem prerrogativas, guerrilheiros e políticos de esquerda”. As informações são da agência argentina Telam.
No artigo Dar e receber é a lógica da troca humanitária, publicado ontem (7), a guerrilha lembra que pouco tempo depois do ataque de 1º de março – quando o líder guerrilheiro Raúl Reyes foi morto durante ação colombiana em território equatoriano – “o Executivo desse país e a classe política logo agiram para a libertação de novos reféns”.
Para os rebeldes, o governo colombiano fez o pedido de libertação de seqüestrados “esculpindo sobre o cadáver do principal canal interlocutor que havia entre a comunidade internacional e a insurgência com relação ao tema do intercâmbio humanitário de prisioneiros”.
Ao referir-se à missão médica enviada pelo governo francês à Colômbia com o objetivo de assistir Betancourt, as Farc afirmam que “antes de os helicópteros estarem prontos para atender os reféns e prepararem seu traslado, deveriam fazer esforços pertinentes para que os governos em Washington e de Bogotá libertem, sem prerrogativas, guerrilheiros e políticos de esquerda presos”.
“Sarkozy deve utilizar seus amplos contatos com os norte-americanos, que são quem financia e atiça a guerra na Colômbia, para que não sigam impedindo o regresso de tantos políticos e militares em poder das Farc à suas casas”, conclui o artigo.