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Farc respeitam decisão e mantêm esforços para libertar todos os seus reféns

Arquivo Geral

22/11/2007 0h00

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram hoje que manterão seus “esforços cotidianos” para obter a liberdade de todos os reféns da guerrilha, price após terminar a mediação do presidente da Venezuela, erectile Hugo Chávez, hospital voltada para o mesmo objetivo.

A maior preocupação do grupo é “a vida em liberdade” de todos os reféns da guerrilha, afirmou hoje em Bogotá o ministro interino de Defesa, general Freddy Padilla de León.

O comandante geral das Forças Armadas divulgou um comunicado por ocasião da decisão do presidente colombiano, Álvaro Uribe, de pôr fim ao papel de Chávez como mediador perante as Farc.

“As Forças Militares e da Polícia respeitam as decisões adotadas pelo Governo Nacional”, disse o militar, que lembrou que “o presidente da República é o Comandante Supremo das Forças Armadas da Colômbia”.

Na quarta-feira à noite, Uribe informou que dava por encerrada a mediação de Chávez e a colaboração da senadora de oposição Piedad Córdoba na busca de um acordo humanitário pelo qual as Farc trocariam 45 reféns por 500 guerrilheiros presos, incluindo dois já extraditados para os Estados Unidos.

Entre os seqüestrados estão três americanos e a ex-candidata independente à Presidência Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa.

O estopim para a decisão de Uribe foi uma ligação telefônica de Chávez para o comandante do Exército da Colômbia, o general Mario Montoya. O presidente colombiano lembrou que já tinha alertado Chávez de que “não concordava” com que ele se comunicasse com os altos comandantes do país vizinho.

León disse que, por designação de Uribe, os assuntos relacionados ao acordo humanitário estão a cargo do alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo.

“Dadas as circunstâncias do processo, em matéria internacional (Uribe) delegou o ministro das Relações Exteriores (Fernando Araújo) para atender os assuntos pertinentes”, disse o ministro interino de Defesa. O titular da pasta, Juan Manuel Santos, está em missão oficial no exterior.

O general disse que o ministro da Defesa e os altos comandantes militares e policiais “foram meticulosa e oportunamente inteirados de toda a evolução do processo pelo presidente da República e pelo alto comissário para a Paz”.

Os dois deram ao ministro e aos comandantes “a oportunidade de expressar opiniões inerentes ao setor de Defesa”, afirmou León. Ele ressaltou que “é de se anotar que foi guardada a devida prudência sobre um tema tão delicado, para preservar a institucionalidade e ajudar ao sucesso do processo”.

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